11ª Semana da Caminhada Bíblica - Sexta-feira - 1 Samuel 23-25
Davi continua fugindo de Saul que desejava a todo custo destruí-lo. Em meio aos seus problemas Davi se compadece dos moradores da cidade de Queila que estão sob forte ataque dos filisteus. Ele se arriscou, lutou ferozmente contra os filisteus e salvou a cidade de uma grande tragédia.
Antes mesmo de ter o alívio de respira fundo e descansar desta batalha, foi informado que Saul descobrira que ele estava em Queila, e marchava com o exército de Israel para matar Davi. A cidade era fechada, e Davi poderia ter a proteção dos moradores da cidade, mas será que eles expressariam sua gratidão lutando ao lado de Davi? Será que eles teriam a coragem, ou melhor, a corvardia de entregar Davi a Saul?
Davi orou a Deus e Yahweh lhe declarou que Saul de fato iria destruir a cidade para tentar encontra-lo. E Davi prosseguiu orando e perguntando se os moradores de Queila iriam lhe entregar nas mãos de Saul para salvar a cidade e a resposta foi SIM!
Que decepção! Davi acabara de salvá-los dos filisteus, e agora é traído pelo povo que ele salvou! Desnorteado pelo impacto da traição, Davi saiu sem rumo para o deserto com seus 600 homens (23.13-14).
Neste tempo Jonatas foi encontrar-se com Davi para lhe fortalecer a confiança em Yahweh (23.16). Este tempo de renovação da aliança não demorou muito, pois os zifeus correram e informaram a Saul onde Davi estava com seus homens. Novamente Davi fugiu de Saul sob forte perigo de morte. Contudo, mais uma vez Yahweh salvou a Davi. E para mostrar que Ele tem o controle de tudo, uma cena cômica surgiu revelando que Deus dirige a vida de todos: Enquanto Davi está escondido dentro da caverna, Saul pára o seu exército e resolve entrar na caverna para aliviar o ventre (24.3). Davi e seus homens percebem o cuidado de Deus entregando Saul nas suas mãos.
A sobriedade e equilíbrio emocional de Davi são impressionantes! Traído pelo povo que ele salvou, rejeitado quando pedia ajuda e perseguido pelo rei, ainda mantem seus princípios e não ousa tocar no ungido do Senhor (24.6).
Ao invés de sucumbir ao sentimento de vingança, Davi procurou a conciliação, se revelou a Saul e lhe poupou a vida. Em seu discurso emocionado, Saul percebeu seu erro e chorou em voz alta (24.16). Ali Saul desistiu de o perseguir, mas até quando vai durar esta sobriedade de Saul? Será que ele continuará assim depois que os seus invejosos assessores lhe encherem a cabeça de mentiras?
Davi seguiu seu caminho e antes que pudessem ter descanso, foi informado sobre a morte de Samuel. Todos o prantearam. Dali Davi tem uma desavença com um homem maligno chamado Nabal que não quis lhe dar apoio e que quase resultou numa nova batalha, que foi evitada graças a sabedoria de uma mulher chamada Abigail. Ela apaziguou os ânimos de Davi e seus homens, e pouco tempo depois Yahweh feriu Nabal que veio a morrer (25.38). Davi consolou a viúva e casou-se com ela.
As traições que Davi sofreu apontam para Cristo. Cristo foi traído com um beijo por um de seus apóstolos, viu Pedro negá-lo três vezes, foi entregue para ser crucificado pelo seu próprio povo a quem sempre fez o bem. Cristo sabe o que é padecer!
Em Cristo somos desafiados e capacitados a enfrentar as tempestades, traições, perseguições com esperança e equilíbrio mental. Uma fé inabalável tanto é requerida dos crentes como é doada por Deus aos crentes. Peça isso ao Senhor! “Deus dá-me uma fé inabalável para que eu possa ficar firme no dia mau”.
Como você reage às provocações? Como lida com os reveses, traições e crises? Tens segurança em Cristo? Permanece inabalável? Ou se entrega a fúria destemperada?
Devemos estar preparados para enfrentar as adversidades sem surtar, tendo confiança de que Ele é por nós.
”Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos”. (2Co 4.8-9)
Rev. Daniel Alves









