Você é um bumerangue sei que tenho em minhas mãos, mas também sei que você precisa voar, ir para voltar. Te lanço para o horizonte dói não saber se voltará passar de mão em mão cair na grama do vizinho não voltar Aí meu me adapto ao vazio que você deixou durmo nele, tomamos chá viramos amigos Esqueço você e a chama fraca do nosso sentimento se apaga Acordo e de repente outono vira primavera O que houve? Você está de volta no meu gramado que umedece a chama incendeia E eu, mais uma vez, brinco de bumerangue Meu coração aperta cada vez que te lanço ao ar "Deixe ir, se for seu de fato, volta" e não voltou.
Anne Fernandes







