The Alienist (1970)
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The Alienist (1970)
A iluminada Isabel Ribeiro (1941-1990), uma das minhas atrizes brasileiras favoritas.
Aplausos, Isabel Ribeiro!
Sou só eu ou alguém mais acha que a atriz Clarissa Kiste lembra muito a saudosa Isabel Ribeiro (1941-1990)?
Só não repito aquele clichê "separadas no nascimento", porque a Clarissa nasceu em 1978, portanto 37 anos depois da Isabel.
Duas atrizes muito talentosas, de marcante presença no teatro, no cinema e na tv, donas de vozes e olhares profundamente expressivos, soberbas na arte da interpretação.
Raramente lembrada pelas novas gerações, a grande Isabel Ribeiro está eternizada em seus memoráveis papéis no cinema ("Azyllo muito louco", "Os herdeiros", "São Bernardo", "Toda nudez será castigada", "Os condenados", "Parceiros da aventura") e na televisão ("O rebu", "Duas vidas", "Sem lenço, sem documento", "Sol de verão", "Champagne", "Helena"). E Clarissa já vem há alguns anos trilhando um belo caminho no cinema com papéis muito intensos em filmes importantes dos últimos anos, como "Todos os mortos" e "A mesma parte de um homem", além de estrear em novelas em "Amor de mãe". É na minha opinião uma das melhores atrizes brasileiras reveladas nas últimas décadas.
Aplausos, Isabel Ribeiro e Clarissa Kiste!
Isabel Ribeiro
Isabel Ribeiro - If i can't fly, i don't want to, 2010
ISABEL RIBEIRO, a grande atriz que o Brasil esqueceu
Isabel Ribeiro (1941-1990) foi uma das mais talentosas e subestimadas atrizes brasileiras de todos os tempos. Infelizmente, ela partiu cedo demais, e o público de hoje está privado de apreciar seu imenso talento.
E, como a memória do nosso povo é curta, essa grande artista e grande mulher é hoje muito pouco lembrada. Mas quem a viu no teatro, na TV ou em filmes como Os Herdeiros, Todas As Mulheres do Mundo, Toda Nudez Será Castigada, Os Condenados, Lance Maior e, principalmente, sua atuação arrebatadora em São Bernardo, sabe que não existem mais tantas atrizes por aí dotadas da mesma intensidade dramática (no melhor sentido do termo) que esta preciosidade chamada Isabel Ribeiro.
Atriz minimalista e de presença iluminada, foi revelada por Augusto Boal no Teatro Arena, em meados da década de 60. Logo ela estaria participando de algumas das mais importantes obras do Cinema Novo, sendo dirigida por nomes como Carlos Diegues, Domingos de Oliveira, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos, Zelito Viana, Sylvio Back, entre outros. Nos anos 70, veio a consagração popular, através da TV e de seus personagens nas novelas, com destaque para Sônia, em Duas Vidas (1977), de Janete Clair.
Isabel Ribeiro faleceu devido a um câncer no seio, em 1990, deixando uma lacuna irreparável na história do cinema e do teatro nacionais. Em 2008. a Imprensa Oficial do estado de São Paulo publicou a biografia ISABEL RIBEIRO - ILUMINADA, de autoria de Luis Sergio Lima e Silva. Leitura obrigatória para os fãs de Isabel e para quem quer aprender mais sobre a história da dramaturgia no Brasil.