brazilian direction at its best . masterpiece.
seen from China
seen from Germany

seen from United States
seen from Belarus

seen from India
seen from Japan
seen from Canada

seen from Norway
seen from Germany
seen from Belgium
seen from United States
seen from China

seen from Netherlands
seen from United States
seen from Russia
seen from Türkiye
seen from Montenegro
seen from China
seen from Germany
seen from China
brazilian direction at its best . masterpiece.
Vestidos de noivas em novelas:
176/?
Bianca Rinaldi em A Escrava Isaura(2004).
Ator Jackson Antunes elege melhor novela na qual trabalhou Afastado desde que realizou uma participação especial em "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" (2016), Jackson Antunes volta às telinhas em "Tempo de Amar", encarnando Geraldo na próxima novela das seis da Globo.
Assisto essa novela, né. Liberdade, Liberdade. Única que acompanho. A novela é de época. Alguns anos depois da morte de Tiradentes. Daí eu achava que a personagem da Maitê Proença não tinha muita serventia, além de ser uma sinhá que maltrata os escravos com requintes de crueldade. Demorou até que eu entendesse a sua função. Ela é uma mulher traumatizada com o casamento. Eu achava que o marido dela "só" a espancava. Mas não. O homem a torturava com diferentes objetos, também a estuprava. Ela casou por amor e não sabia que ele era um insano. O irmão da Maitê, interpretado por Dalton (gato) Vigh, intercedeu na relação e mandou o marido dela para a África. Mas, para a pessoa que assiste, isso não fica muito claro. Ora parece que o homem morreu, ora que ele estava distante. Essa perspectiva é reforçada quando a Maitê começa a encontrar objetos de seu marido espalhados em seu quarto. Por exemplo: uma navalha que ele usava para se barbear e torturá-la. Ela se pergunta, e nós compramos essa ideia: "será que estou enlouquecendo? Será que fantasmas retornam?". Mais de dois personagens acreditam na mesma hipótese, que ela está ficando louca. Sobretudo quando decide perder o sono e andar pela casa com uma espingarda nas mãos. Um dia, ela estava com uma pistola e chegou a dizer que não era para atirar em inimigo algum, mas sim no próprio peito, pois somente desse jeito o fantasma de seu marido desapareceria. Eu gostei muito de como montaram essa personagem da Maitê, porque fica a reflexão que prevalece ainda hoje: quando uma mulher denuncia a agressão/perseguição que sofre do sexo oposto, a sociedade tende a reconhecê-la como uma transtornada, psicologicamente falando. Daí que o marido dela está vivo mesmo. E comprou um dos empregados da casa, que colocava os objetos dele no quarto da Maitê. Ele voltou para a casa da esposa, deixou um escravo inconsciente, tentou matar outra escrava e estuprou a personagem da Maitê Proença. Foi um dos capítulos mais pesados. Depois que a estuprou, Maitê conseguiu enfiar uma faca nas costas dele, que caiu no chão. A escrava que ele tentou matar, acordou. As mulheres chamaram o outro escravo, que estava desacordado. E os três se uniram para EMPAREDAR o marido torturador na casa da Maitê. Detalhe que o homem "não morreu bem morrido", de modo que ele abriu os olhos. Maitê, apesar de muito assustada, continuou o serviço. Fica aí essa grande lição, com sugestão de trilha sonora. Em tempo: quem faz o marido da Maitê é o excelente Jackson Antunes. Ele já fez um papel muito próximo desse, há alguns anos, na novela A Favorita, onde interpretava um marido cruel que fazia a personagem da Lília Cabral sofrer bastante. Ambos os papéis são difíceis, imagino que deve ser uma carga emocional muito desgastante para o ator. Ele é tão extraordinariamente convincente, que não tem como o telespectador não sentir raiva desse homem. Eu chorava toda vez que ele espancava a personagem da Lília, assim como chorei enquanto ele estuprava a personagem da Maitê. É difícil pra todo mundo: para a atriz que interpreta a oprimida e violentada, para o ator que tortura também. Muito boa a escolha de elenco, entretanto. E um dos melhores papéis da Maitê dentro da emissora.