[peito aberto]
Não quero mais pensar No passado que nos mordeu Por mais que ainda doam As feridas que você nos deu De graça Sem graça Como pontas de facas Em nossos peitos abertos
Dizem que é preciso Morrer um pouco para viver E que mesmo escondidos Nossos sorrisos Hão de prevalecer Na raça Sem farsa Com força e com garra Buscando sentido Em cada amanhecer
Porque a segunda-feira Chega para todos E a tua cadeia Está guardada no sufoco Das nossas gargantas
Porque o que é nosso Volta ao nosso colo Sejam sonhos roubados Dados lançados Ou caminhos sequestrados
Nosso peito continua aberto Mas só entram os convidados De alma pura E horário marcado Só entram os convidados Sem culpa Sem intenções duplas Aperto de mão de verdade E coração repleto de honestidade
A segunda-feira ensina Que toda volta por cima Começa de baixo Pra ganhar impulso Com sangue nos olhos E força nos pulsos
A segunda-feira nos vira De cabeça pra baixo Pra mostrar que a sina É a gente quem cria Tropeçando em falso Esbarrando em gente falsa Ralando no asfalto Entrando em fria E saindo escaldado
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Poem by Tina Teresa
★ ilustração deste poema: "The Key Demon" by Jared Krichevsky.
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