estar no salão era como estar em casa para o rapaz, exceto que ele não era mais o queridinho do chefe e precisava cumprir a mesma carga horária do que seus colegas. fora que trabalhar no horário do almoço era deprimente, conseguia sentir um cheiro forte de comida vindo em sua direção e aquilo estava deixando alex de mau humor. não podia simplesmente comer em seu turno, ia sujar suas mãos e deus o livre de engordurar o cabelo de algum cliente. tentou se distrair com o seu celular, mexendo em suas pastas do pinterest, mas o cheiro parecia cada vez mais intenso e curioso do jeito que era, não conseguiu se manter no lugar muito tempo. correu até a entrada e segurou a tesoura que usava em uma de suas mãos para que ela não caísse e causasse um acidente, mas provavelmente ela acabaria acertando a pessoa que estava encostada no vidro do salão. “ei, menino! eu acabei de limpar essa janela, dá uma licencinha” apontou a tesoura em direção ao vidro que agora estava marcado, suspirando levemente irritado. a figura de @svnjinhwan conseguia ser mais deprimente do que o vidro sujo: vestia uma roupa daquelas de festa infantil, com a cabeça parada ao lado, e o balde de frango frito em seu colo. “as crianças devem chorar olhando você e esse seu corte horroroso. eu choraria, pelo menos. agora que você tá aqui e ainda me irritou com esse cheiro de frango frito, você limpa a janela pra mim. em troca, eu corto seu cabelinho e te deixo ir embora sem cobrar nada. talvez só um pedacinho do seu almoço”












