Jisu não era o maior fã de atividades em dupla, mesmo sendo uma pessoa que gosta de conversar e tudo mais. Talvez pensasse que dividindo o trabalho com outra pessoa, a qualidade poderia cair, uma vez que ninguém teria o mesmo cuidado, atenção e capricho que ele se forçava a aplicar sempre que se dispunha a fazer algo. Por causa disso, revirou os olhos discretamente quando a professora mandou os alunos juntarem as carteiras com alguém de sua preferência para fazer uma série de exercícios relacionados a matéria que passou naquele dia.
Sentiu dois cutucões em seu ombro e virou-se para trás. “Traz sua carteira pra cá.” Minwoo, o seu colega mais próximo dali e com quem quase sempre faria os trabalhos o chamou, mas o Ahn nem olhou para ele. Passou por toda a bagunça de conversas e mesas se arrastando para lá e para cá, até focar no rapaz quieto do fundo da sala que parecia não se importar com ninguém, e ninguém parecia se importar com ele também.
Saeroyi, pelo que se lembrava das chamadas, sempre lhe prendeu muita atenção, e não era só pela beleza estonteante - e, nossa, como era lindo -, mas também pelo jeito um tanto quanto misterioso, ao mesmo tempo que parecia sempre tão longe e perdido nos pensamentos. Não era a primeira vez que Jisu o observava assim, notando que o rapaz não tinha amigos e sempre desaparecia num piscar de olhos, fazendo Jisu se perguntar se ele era tímido, se tinha dificuldade para se comunicar ou qualquer coisa desse tipo. E quem melhor do que ele para se aproximar e puxar uma conversa? Jisu adorava falar e não tinha muia dificuldade em puxar assunto.
“Desculpa, Woo.” Respondeu o amigo, finalmente, fazendo uma careta de quem sente muito. E sentia, por estar mentindo na cara dura assim. “Mas eu já tenho dupla hoje.”
Sem deixar que o rapaz fizesse mais perguntas, juntou suas coisas rapidinho e foi para o fundo da sala, ignorando os olhares confusos, e abriu um sorrisão bem largo e amigável para Saeroyi. “Eu reparei que você está sem dupla.” Já puxava uma cadeira para perto da mesa do rapaz, sentando-se ali para não dar ao moço misterioso opção de resposta. “Posso fazer com você?”











