OC | Yosef & Josefa
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OC | Yosef & Josefa
Carmen, but make it toxic yuri
Okay, so people are trying to say that Pepa is short for Josefa. But, I don’t think that’s the case because her door says Pepa.
But if you want to argue with me go ahead but I think it’s just Pepa and not anything else. (Josefa is a cute name though🙇) 🤷
Caftan
Josefa (Mexico)
c.1975
Goldstein Museum of Design
@dicenquedicen
Los principales Enlaces según su numeración y las coincidencias de ésta con figuras de la barajas del Tarot...
A lo mejor puede sonar un poco random, pero me empecé a ponerme a pensar en la porqué o la inspiración para la elección de los escritores para los números de los Enlaces fuera de la probable explicación interna de que la numeración de los Enlaces no viene directamente del orden cronológico en el que empezaron a trabajar a la Pasarela, sino que se debe a una jerarquía marcada por las capacidades y habilidades de cada enlace, siendo los enclaces de élite los que tienen los primeros números
Y probablemente no tenga nada que ver, pero me parecería divertido buscar algunas posibles inspiraciones en las posiciones que ocupan sus números de Enlaces en las barajas del Tarot. Y buscar si entre las descripciones que se suele a dar a cada una de las figuras pueda tener algo que ver con el carácter del personaje o algún aspecto o rol de los personajes respecto a la narrativa de la serie.
Josefa "DH-1"
Figura: El mago (Carta número 1)
"Originalidad. Iniciativa, centro de acción, inteligencia espontánea. Posesión de sí mismo, autonomía, emancipación de todo prejuicio. Elocuencia, destreza, habilidad, finura, diplomacia. Abogado, orador, diplomático o político.
Invertido: Carente de escrúpulos, arribista, intrigrante, embustero, pillo, estafador, charlatán. Indecisión, ineptitud, voluntad débil, retraso, inseguridad. Voluntad aplicada a malos fines."
Paquita "DH-2"
Figura: La Suma Sacerdotisa (Carta número 2)
"Paciencia, silencio, discreción, reserva, meditación, modestia, resignación y piedad. Decisión meditada.
Invertido: Disimulo, intenciones ocultas, rencor, pereza, intolerancia, fanatismo. Se vuelve pesada y pasiva, es como una carga. Retraso, tensión y torpeza en las relaciones. Decisión inmeditada."
Camila "DH-3"
Figura: La emperatriz (Carta número 3)
"Comprensión, inteligencia, instrucción. Encanto, afabilidad, elegancia, distinción. Cortesía, abundancia, riqueza. Matrimonio, fecundidad, dulzura.
Invertido: Afectación, pose, frivolidad, coquetería, vanidad. Desdén, presunción. Lujo innecesario. Sensible a los halagos. Falta de refinamiento. Discusiones en todos los planos. Esterilidad."
Carlota/Marta "DH-4"
Figura: El emperador (Carta número 4)
"Poder, voluntad, energía, certeza, constancia, firmeza, rigor, exactitud, equidad y positivismo. Realización. Protector poderoso.
Invertido: Testarudez, falta de idealismo. Adversario obstinado. Caída, pérdida de los bienes.
Silva "DH-22"
Figura: El Loco (Carta número 0 ó 22)
"Carencia de sentido común. Potencial fuerza de voluntad y destreza. El espíritu en busca de experiencia. Audacia, extravagancia. Negligencia, poca reflexión. Desorientación, inmadurez, desequilibrio. Ligereza. Indiscreción y superficialidad.
Invertido: Pasiones y obsesiones, indecisión, irracionalidad, apatía, complicaciones. Decisiones equivocadas, caída, abandono, inmovilización. Locura. Desborde psíquico y/o emocional. Viaje obstaculizado."
Iago Márquez / Santiago Figueroa/ Santiago Mendieta "DH-65"
Figura: Rey de oros (Carta número 65)
"Un hombre casado, adinerado y entendido en asuntos monetarios. Paciente y trabajador. El es un jefe experimentado y un aliado de confianza.
Invertido: Hombre vicioso y avaro. Cuídese de jugadores o especuladores. Fácil de sobornar. Él puede ser un hombre peligroso."
DH-72
Figura: 7 de oros (Carta número 72)
"Exito retrasado después de un trabajo duro. Trabajo realizado por amor al trabajo, pero sin esperar retribuciones materiales
Invertido: Fracaso, derrota, pérdida de dinero. Trabajo duro pero con poca ganancia. Avaricia."
here’s a pic of josefa tht i doodled a while ago for y’all bc im lov her.......
O meu primeiro amor
Meu primeiro amor não foi um garoto. Nem um super-herói. O meu primeiro amor foi uma velhinha que me contava histórias que não estavam escritas nos livros.
Quando eu nasci ela já tinha a pele enrugada, e pra mim ela era a pessoa mais velha do mundo, tinha lá os seus 70 anos, e uma força que me fazia ter certeza que ela seria eterna. O meu primeiro amor colocava açúcar escondido no meu chá, porque eu não merecia sentir o gosto amargo que tinha a vida, e continuou tentando adoçar tudo o que me cercava enquanto existia, com aquela sua voz mansa de quem só quer o bem.
Contava à criança que eu era, histórias, que depois eu viria a descobrir serem tão duras, que de alguma forma se tornavam tão bonitas que eu queria existir na sua época, dançar nas suas festas, seguir seus passos e chegar, finalmente, aonde ela chegou. Num batente de casa contando histórias da sua mocidade à bisneta de 7 anos, que deixava de brincar com qualquer coisa ou qualquer criança, pra ouvir qualquer coisa que ela quisesse contar. Ela foi o meu primeiro amor.
O amor me colocou no colo todas as vezes em que cai de bicicleta, me aparou quando aprontei meninices e fugia do castigo de meu pai. O amor me mimou, me ensinou a costurar, me contou a história do seu Santo Expedito e mostrou os salmos da Bíblia que eram os seus preferidos. O amor me levava à missa aos domingos e vestia sempre aquela roupinha branca com uma medalha vermelha do ministério. Pra mim era só um conjunto de velhinhas que eu conhecia por nome e que, por algum motivo, me adoravam.
Ela tinha sempre no bolso da saia um cigarro e uns trocados pra eu comprar doce escondido. Fazia um pão na chapa que simplesmente era o melhor pão na chapa que poderia existir, e por isto eu chorava sempre pra dormir na casa dela, na cama que um dia meu pai também dormira e recebera todos os carinhos que eu recebia.
O meu primeiro amor aplicava vacinas sem nunca ter feito um curso. Sua mão era simplesmente a mais leve de todas, e por isto sempre foi o meu carinho preferido. Até conseguia me convencer a tomar chá de boldo ou cebola quando alguma coisa não me fazia bem. Eu sentia, na verdade, como se fosse a sua parceira e isso era um segredo absoluto nosso. Como assistente de super-heroína.
Chorei muito no dia que descobri que ela não seria pra sempre. Que não se viviam mais 200 anos. Pedia sempre à Deus na hora da oração para morrer primeiro que a minha bisa, pois eu não aguentaria a dor de perder o meu amor. E assim fui crescendo, com um misto de terror e gratidão. Deus foi tirando ela aos poucos de mim. Primeiro ela esqueceu como fazer meu doce preferido, depois não entendia muito o que se passavam nas novelas que ela tanto gostava. Até que chegou o temido dia que ela não reconheceu a sua assistente de super-heroína, e a Julinha dela ficou apregoada em alguma parte da memória que já não era o presente.
Mesmo assim me dava amor como se tivesse certeza da nossa parceria. Talvez soubesse, lá no fundo. E se surpreendia sempre quando eu contava que aquela moça de quase um metro e setenta que a abraçava era a sua Julinha, a quem ela adoçava o chá às escondidas, e que corria pelo seu quintal com os cabelos loirinhos ao vento.
O meu amor se foi aos poucos, mas nunca deixou de amar, sequer por um segundo, a todos os seus. E a todos os que passavam por ela. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, atendentes de restaurantes, o porteiro do meu prédio, sempre espalhou amor como se essa fosse a única maneira de viver. E, quer saber? Eu realmente acho que é.
No fim da tarde em que descobri que ela estava partindo, um pedaço enorme do meu coração se partiu e eu fiquei sem conseguir respirar por quase uma hora. Andava pela casa como se nada mais pudesse fazer sentido. Como se uma parte de mim se acabasse ali. Hoje eu sei que naquele momento eu comecei o meu processo de aprendizado sobre o poder de transcendência do amor. O amor não se acaba quando a morte chega. Cultivam-se outros sentimentos, outras dores, como a saudade... e também outras felicidades, como a gratidão por tudo aquilo que fica. É muito.
Eu ainda não entendi esse negócio de morte, admito. O que eu faço é ir vivendo misturando a saudade com todos os meus outros processos. De alguma forma eu sei que a minha parceira está presente em cada um dos meus projetos, me auxiliando e me dando amor, como tem de ser. Como sempre foi.
O meu primeiro amor foi a minha bisavó. Este amor, tenho descoberto, não há tempo, espaço e nem morte que separe. Josefa é o nome que me dá forças quando nada mais me resta, porque eu sei que para além de mim, eu tenho minhas obrigações como assistente de super-heroína. Não estou só. Estou com ela.
08 de setembro de 2020,
Júlia.
Some Desi&Josefa