É que eu tenho medo de não ser bom pra você como você é para mim.
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É que eu tenho medo de não ser bom pra você como você é para mim.
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Facebook Live (Julho/2018)
Pequenos incêndios por toda parte
A casa da família Richardson pegou fogo, e não foi um incêndio acidental. Os 3 irmãos mais velhos observam o trabalho dos bombeiros de longe enquanto deduzem que a caçula, Izzy, é a responsável. Izzy é louca, afinal. A mãe, Elena, está de camisola no gramado e nenhum dos filhos faz muita questão de ir lá dar uma assessoria emocional para a mulher. Ninguém parece particularmente perturbado no que esperamos ser o nível minha-casa-virou-carvão de perturbação. Ou surpreso, ou... bem, nada. Apatia define.
Izzy de louca não tem nada, Izzy é linda, é uma Ladybird justiceira com idealismo demais e aparato emocional de menos, o que é no mínimo coerente, já que ela foi rotulada como alguém que não faz nada que preste desde sempre - uma dinâmica perturbada que a mãe iniciou e os demais abraçaram sem grandes dilemas morais. O pai e um dos irmãos, Moody, ainda tentam tomar as dores dela uma vez ou outra, assim bem frouxamente como quem defende um cachorrinho tonto que insiste em comer o próprio cocô. Lexie e Trip, os irmãos mais velhos, nem isso fazem.
Essas pessoas de bem moram em Shaker Heights, uma cidadezinha organizada e planejada nos mais absurdos detalhes para garantir que tudo siga alguma espécie de padrão. Pensei que fosse apenas licença poética mas a realidade é sempre 130% mais doida do que a ficção e Shaker Heights existe mesmo, rapaz. Eu entrei no site e fiquei com um pouco de brotoeja emocional, é como se tivessem botado ritalina na cisterna de Stars Hollow. Mas Elena curte horrores. Elena é a personificação do lugar. Ela trabalha no jornalzinho local, segue o roteiro que estipulou para a própria vida 40 anos antes e tem uma casinha que aluga meio que só porque sim - ela não precisa realmente do dinheiro mas gosta de se sentir filantrópica alugando o imóvel por uma quantia modesta para quem julga merecedor lá pelos critérios dela.
E as inquilinas da vez são Mia e sua filha de 15 anos, Pearl. Mia é fotógrafa e vive de subempregos, lojas do Exército da Salvação e coisas que cata na rua e recicla - qualquer coisa que lhe garanta tempo e energia mental para continuar fotografando. A cada quatro ou seis meses ela conclui o projeto da vez, junta seus poucos pertences e muda de cidade. Esse desapego deixa Elena fascinada a princípio e incomodada durante o resto do tempo porque que tipo de pessoa ia querer uma vida diferente da dela? Quanto mais seus 4 filhos orbitam ao redor de Mia e Pearl, mais Elena descompreende. Até que o julgamento pela guarda de um bebê abandonado divide a cidade. Mia toma o partido da mãe biológica, uma imigrante chinesa que deixou a filha de 2 meses num quartel dos bombeiros durante um surto depressivo. Elena é amiga de infância da mãe adotiva e toma o posicionamento de Mia como o ápice da audácia, uma afronta pessoal. E nem é tanto por princípios, porque Elena não tem muitos. É mais porque ela não assimila bem que qualquer pessoa possa querer ou fazer coisas diferentes do que ela mesma quer ou faz. Então ela decide chafurdar no passado de Mia para ver se desenterra uns esqueletos e pode, finalmente, se sentir justificada por todos os sentimentos ruins que Mia desperta nela só por viver a própria vida da forma que acha melhor.
Razões para amar
Mia é o melhor personagem, não é por acaso que todo mundo converge para ela em algum momento da história. O relacionamento dela com a filha e Izzy é a coisa mais linda. Eu tocaria a campainha da Mia dia sim dia não, se pudesse.
Elena e Moody são dois ENTOJOS MEU DEEEEUS QUE GENTINHA INSUPORTÁÁÁÁVEL mas incluo nos pontos positivos porque sempre acho bom quando a gente consegue antipatizar com um personagem porque ele é plausível.
Celeste fala sobre maternidade, adoção e escolhas sem tentar doutrinar o leitor a favor de uma opinião ou outra. Afinal, mãe é quem bota no mundo, quem cria, quem acolhe? Quem define isso, e baseado em quê?
Está sendo adaptado por ninguém menos que:
Nossa eterna Madeline ❤️ e Kerry Washington como Mia, o que significa que vou finalmente tomar vergonha na cara e assistir Scandal como estão me sugerindo desde 1822? É possível.
Às vezes, quando você acha que tudo está perdido, encontra uma saída. - Mia vasculhou a mente em busca de uma explicação. - É como um incêndio florestal. Eu vi um, anos atrás, em Nebraska. Parece o fim do mundo. A terra fica toda queimada e preta, e todo o verde some. Mas, depois de queimar, o solo fica mais rico e coisas novas podem crescer ali. - Ela afastou Izzy, secou seu rosto com o dedo e alisou seu cabelo uma última vez. - As pessoas tabém são assim, sabe? Elas recomeçam. Dão um jeito.
Capturas de vídeo (29/07/18)
@dulcemaria on Instagram (29/07/18): “Qué gusto me dio verlas!!! Muchas felicidades por el éxito de @arpiasobra 👏🏼👏🏼👏🏼 me divertí mucho en la obra y en el camerino😂😂😂❤️❤️❤️ @ZORAIDAGOMEZ @sherlyny@Ninelconde“
@dulcemaria on Instagram (28/07/18): “Con mi querida @fernandacgaahí conmigo y en el póster de atrás!!!😱🤣 de la peli #yaveremos que está por estrenarse y seguro será un éxito!!! Qué gusto verte!!🤗🤗🤗❤️“
las gatitas ❤️ (29/07/18)