Da série “incríveis achados na beira da estrada”: No trecho entre as cidades Dantas e Presidente Kubitschek (MG) há uma estradinha de terra tímida e pouco sinalizada. Resolvi entrar sem saber o que ia encontrar e aí uma ótima surpresa: uma comunidade quilombola chamada Raiz com aproximadamente 80 anos e que fala o próprio dialeto! Pai Véio, como era conhecido o fundador do pequeno arraial, se fixou na região como forma de se distanciar dos senhores de escravos. O cerrado oferece diferentes tipos de capim e essa era a única forma de renda local. Dona Efigênia (na foto), filha do Pai Véio, me contou todos: espeta nariz, sempre viva, três esquinas, cabeça de nego, bicudo, jazida gigante, polentinha, botão prata, estrelinha, abacaxi, verde-amarelo, marcela, vassourinha, chuveirinho e capim dourado. Este último é muito comum no estado do Tocantins e lá é utilizado no artesanato. Hoje, boa parte das 44 famílias que moram em Raiz se dedica à manipulação do capim confeccionando artesanato e produzem cestos, bandejas, brincos, travessas e o que mais for inventado, bem como a criação de animais e agricultura. Fiquei achando o máximo o dialeto falado entre eles. É, no mínimo, tão simbólico! Izabel, filha de D. Efigênia me contou que todos aprendem ainda criança e, mesmo sendo uma comunidade muito unida, o dialeto varia de casa em casa. Ainda temos muito Brasil a ser descoberto! Fotos feitas durante a visita em Outubro/2017. #novosparanos #comunidaderaiz #capimdourado #minasgerais #juscelinokubitschek #dantas #artesanato #artebrasileira #quilombola (em Presidente Kubitschek) https://www.instagram.com/p/CB4BQWgHMkS/?igshid=cxjgiu98z59h