A expectativa do início. Pernas cruzadas, batendo em uníssono, enquanto o aguardo da fala era tido como incentivador. Postado de frente ao quadro, anotava o tema da aula com cuidado e destreza, repassando, mentalmente, todos os pontos que tinha memorizado na calada da noite anterior, dentro do exíguo quarto que chamava de lar. Ainda não tinha tido tempo o suficiente para procurar um local que considerasse adequado, mas não se importava por hora. Não sabia se era ali que pretendia ficar. Para que criar raízes em terreno de folhas secas? Voltou-se a sala, captando os olhares ansiosos e desmedidos dos alunos, sabendo que tinha o domínio do que estaria acontecendo, ali; ser professor pressupunha isso. Mas foi ali, naquela longa sala repleta de cadeiras claras que combinavam com paredes pintadas de igual intensidade que encontrou o olhar intenso que o rapaz dava. Diferente dos outros alunos, ele parecia... o que? Talvez desconfortável com aquela situação? Não sabia, mas pensou se poderia ter algo a ver com a disciplina em si. Foi quando acabou a aula que decidiu falar. “Você se chama Jebediah, certo? Poderia ficar um pouco depois da aula para eu falar com você?” @jwbediah