Esse livro não é indicado para homens e pessoas inflamáveis.
Na vida de toda pessoa, há determinado momento em que nos descobrimos como seres humanos; na vida de mulheres, há um momento a mais onde nos descobrimos como bruxas, não como aquelas que voam em vassouras ou fazem feitiços para transformar nossos inimigos em sapos. Na vida de cada mulher, descobrimos que há magia em nós, que cada uma de nós pode transformar suas dores, seus demônios, as suas cinzas em adornos para nossas coroas, brilhantes e reluzentes como tudo aquilo que é moldado em nossos reinos pessoais fundados em dores de simplesmente ser mulher.
Nessa coletânea, Amanda Lovelace, traça todos os pontos de ser uma “Mulher-bruxa” tratando diversas vezes de como incendiar tudo ao nosso redor, mas calma, não se trata de um guia para piromaníacas, mas uma bela licença poética para dizer, de formas mais belas que eu, não tão polida em minhas próprias palavras, “Foda-se os homens, as mulheres tem que se unir.” Com as instruções de desde como criar uma mulher até mesmo os mandamentos da sua própria bruxaria, Lovelace nos guia por esse mundo de suas próprias reflexões (um tanto repetitivas às vezes nas analogias), num novo contexto de como se descobrir mulher, lidar com assédios, abusos, como sempre ter que ser a melhor em meio a homens medíocres. Esse livro nos cria a verdadeira raiz da famosa sororidade e me faz querer dizer, como Anne, minha cara Anne, disse: “Como eu amo ser uma mulher.”












