Vamos compreender um princípio básico e uma regra que não muda em nenhuma hipótese. Veja no que realmente se baseia a arte e descubra que o caminho da perfeição está no domínio da técnica. Nessa esfera, um fotógrafo preparado sabe reduzir a um campo mais restrito sua disposição ao impulso da criação. Pouca coisa muda em um evento social ou um ensaio publicitário. Em um casamento ou qualquer cenário onde a ordem é cronológica, você está trabalhando de uma forma jornalística, tudo que está acontecendo, não vai se repetir, não pode ser dirigido ou preparado e isso é um desafio que não deve ser visto como uma coisa fácil, mesmo com toda experiência que se possa adquirir, sempre será difícil.
Na publicidade as ações se desenrolam em um aspecto bem diferente, há uma ordem composta, construída, organizada e pensada, com um objetivo definido. Mas você ainda será uma peça fundamental desse mecanismo. Não estamos, com tudo, matando a arte — Porque insistimos em acreditar que a arte está separada da razão? Não existe arte sem razão, todas as manifestações artísticas são fundamentadas na lógica, não seria compressível se não fosse assim. Por isso, disciplina não é uma opção, é uma obrigação. Então, não lute com a realidade, não se entregue a devaneios criativos. No campo comercial é importante ter a devida consciência: “Você não é o dono da obra”.