Obras do monotrilho em direção à Cidade Tiradentes são congeladas
Desenvolvimento viário desacelerado da linha 15-Prata causa revolta aos moradores do extremo leste de São Paulo
Com mais de 200 mil habitantes Cidade Tiradentes é um dos maiores distritos da cidade de São Paulo. As obras do monotrilho, Linha 15-Prata, que ligara Ipiranga à Cidade Tiradentes infelizmente não deve chegar ao bairro, pois foram congeladas nos trechos de Oratório à São Mateus. Novamente seu desenvolvimento viário foi interrompido, com apenas duas estações entregues. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu congelar a construção de seis estações do monotrilho da linha 15-prata, gerando revolta e manifestação nos moradores da comunidade. O início das obras foi no ano de 2009, prevista para serem entregues no ano de 2012, mas não há prazos para conclusão e entrega do monotrilho.
Completa, a linha transportará até 550 mil passageiros por dia e será importante para ajudar a “desafogar” a superlotada Linha 3-Vermelha do metrô. As obras mais avançadas vão até a estação Iguatemi, ela foi projetada para chegar até a Cidade Tiradentes, mas a companhia diz que a duplicidade da av. Regueb Chohfi, que seria feita em parceria com a prefeitura, é um dos problemas. O impasse deixa sete estações sem perspectivas de conclusão: Ipiranga, Jequiriçá, Jacu-Pêssego, Érico Semer, Márcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes.
As extensões não serão priorizadas, o que não significa que os trechos não serão construídos. Não existe nenhuma novidade, já que as obras não começaram nestas regiões. A prioridade, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, será “concluir os trechos que já possuem obras avançadas antes de abrir novas frentes de trabalho”.
Diminuir a demanda de ônibus e outras formas de transporte é o mais interessante para os moradores da Cidade Tiradentes. Júlio Almeida, 28, usa diariamente o transporte público. “Esse monotrilho vai chegar em Cidade Tiradentes daqui a uns 40 anos, olha que optaram por monotrilho no lugar do Metrô justamente porque diziam que as obras correriam mais rápidas” diz Júlio.
São argumentos inúmeros sobre o retrocesso das obras. O mal planejamento é evidente, ultrapassou os 4,8 bilhões em aumento de gastos. Para a população é um descaso, as obras deviam ter iniciado na região que mais necessitava. A população do bairro Cidade Tiradentes se manifestou contra o anunciado, criando um baixa-assinado, além, de ter recebido poucas assinaturas. Milhares de pessoas souberam da petição, mas não deram importância à causa. Ainda assim a petição com relevância foi representada por aqueles cidadãos que não foram informados, entregue na Prefeitura Municipal e Governo do Estado de São Paulo, em abril de 2016.