Minha insanidade é meu troféu.
Não sou excelente em nada, em nada daquilo que todos consideram digno ser excelente. Minha excelência consiste apenas em ser amante do obscuro. Me dê um amor mal resolvido, uma humanidade detestável, uma música soturna, um cigarro, uma noite e estou em meu habitat.
Não sei viver em um mundo florido com um céu cor-de-rosa repleto de passarinhos a cantar no nascer do sol. Eu nasci para ser torto. Nasci para a realidade terrífica.
Vivo todos os dias em um só. Sinto todos os meus pensamentos num só trago, mas sentir ainda não me é suficiente para decifrar.
Eu quero mais prazer, mais sabor, mais pele, mais som, mais claros enigmas. No entanto, talvez amanhã eu queira menos.
Mônaco, 1986.
















