Tenho ganchos no lugar dedos Em cada um deles, pesam-se Simpatias, anéis de noivados E os três densos vestidos de casamento Traças vivem a roer-me os lábios A coluna inclina-se no apogeu canto de sala Para casados de visitas E baile de madeiras Sou piquenique à cupins Pinóquio e outros bonecos possuÃdos Foram os deuses de meus primos Enquanto nós, desuso em decorativa missão Cupons à banquetes meritocratas Fui lasca formosa australiana Meu bem, tenho passaporte internacional E figurativamente, lhe vejo em virtudes amazônicas... Confesso agora, que não são só meus dedos que são ganchos Fora remodelado, ao provérbio coração de mãe Cassacos visto na vocação espantalho espelhado Sucedendo aos conceitos festivos de vÃsceras interiores Os pulsos imóveis de medo Por  gravatas cobras A desferir-me golpes ácidos Qual filo tirará o veneno de minhas veias? Garboso ego, Estultice de passado romântico Pueril estático letrado, Literaturas ultrarromânticas pesam e pecam Teu toque amásio amansa a fera do peito Juventude crepúsculo, especula-se flores Por entre cortejos anárquicos Em noites famosas de pré núpcias...
Mancebo, Pierrot Ruivo
















