Marigold Kang-Jung: I just want you, have a couple kids, got the whole block lookin' like you
Avisos: Suspiro. Então, eu esperava que esse dia ia chegar, mas não esperava que iria chegar desse jeito. Essa oneshot se passa em um universo paralelo em que as pessoas são híbridas, uma mistura de humanos e lobos, permitindo a existência de gênero e subgênero, no caso, Alpha-Beta-Omega, e, por vezes, Enigma. Alphas são capazes de fecundar, Omegas são capazes de serem fecundados. Ambos os casos independem do gênero principal da pessoa. Haverá citações do universo mágico onde os personagens principais originalmente pertencem, mas nada elaborado. E, por fim... A tag mais importante dessa história e motivo de todos os meus arrependimentos: Marigold!Alpha/Jun!Omega. É isso. Desculpa. E desculpa a todos os photoplayers que emprestam a aparência para esses dois indivíduos imundos.
Aquela conversa já tinha acontecido entre eles algumas milhares de vezes, principalmente porque ambos tinham aquela dinâmica corrida entre os dois. Ela ainda era a jornalista investigativa do meio de comunicação mais importante do Reino Unido, até mesmo mês passado tinha invadido uma casa de crack mágico uma vez juntamente com a força policial. E ele tinha o orgulho e poder de estar frente a linha de ação dos aurores do Ministério da Magia do Reino Unido, caçando todos os últimos puristas que ameaçavam o mundo pacífico que tinha se estabelecido na comunidade bruxa nos últimos anos. Entretanto, eles queriam muito que aquela grande casa de Brighton fosse tomada por passinhos suaves pela carpete e risadinhas agudas e brinquedos espalhados pela sala e o calor amoroso de abraços apertados que vinha de surpresa. Marigold e Jun vinham tendo ondas e ondas de baby fever, especialmente depois que o filhotinho de Harumi e Hao tinha nascido. Eles queriam, e muito, um para si.
Mais de um. Quatro era o número mágico da família Kang, então eles gostariam de manter a tradição nesse caso.
Ainda assim, quando estavam tendo seu tempo de qualidade na sala de estar, deitada no colo de Jun, a taça de vinho em sua mão apoiada na coxa dele, Marigold precisou erguer a cabeça e olhar diretamente nos olhos de seu marido.
— Então… você quer mesmo fazer isso? — perguntou a ele, apertando levemente os olhos na direção dele. — Você sabe, poderíamos tentar comigo carregando os filhotes, sei que a chance é baixa porque, bem, eu sou a alpha, mas o médico disse…
Mas Jun a cortou, balançando a cabeça, projetando o lábio inferior levemente para a frente, falando que ela jurou que um dia iria enchê-lo com os filhotes deles e ele queria, muito. De verdade. Era a coisa que ele mais queria.
— Você não está falando isso apenas porque está com sintomas de pré-heat? — questionou, se levantando do colo de Jung e apoiando a taça sobre a mesinha de centro. Com as mãos livres, segurou as do homem que amava mais do que era saudável amar alguém, sentindo o calor do corpo dele e como as palmas dele eram bem maiores que as dela. Por Deus, ela queria aquelas mãos na bunda dela agora mesmo. Um leve rubor cobriu seu rosto com o pensamento, percebendo que seu lobo interno já estava falando mais alto e eles só estavam tendo uma ideia do que viria em breve. — Junie. Junie, meu amor… você quer mesmo que eu engravide você quando entrar em heat?
Era a coisinha mais manhosa do mundo, aquele homem grande, largo, forte e cheirando a baunilha se enrolando em seu colo dizendo que sim, ele queria muito carregar os filhotinhos deles, porque ele queria bebês que tivessem a cara dela para que ele amasse ainda mais do que ele já a amava. Marigold riu de como ele parecia bêbado falando e sabia que provavelmente era culpa do maldito feromônio alpha dela espalhado pelo ar, o almíscar forte dominando o espaço desde o momento que a conversa se voltou para a possibilidade de tentarem ter bebês em breve. E o breve sendo naquela semana.
Porém ela poderia confiar na ligação que tinham. Não apenas na parte lupina, a que foi forjada quando ela lhe deu a mating bite na primeira noite dos dois juntos como recém-casados. Essa ligação era forte e permitia que eles conseguissem sentir o que o outro estava sentindo antes mesmo deles abrirem a boca, bastavam estar no mesmo ambiente. Mas Goldie podia contar também com o fato de que ela sabia que ele queria formar uma família com ela, queria aquilo tanto quanto queria morar naquela casa enorme e isolada com ela para eles conhecerem a paz e tranquilidade e poderem criar suas crianças em um ambiente saudável e longe de toda a correria de uma metrópole. Sabia que eles tinham tudo planejado e tinham pensado inclusive em nomes. Estavam na mesma página e estava com o consentimento dele na ponta da língua há tempos. Era uma questão de deixar apenas seus instintos falarem mais alto.
— Hmm. Nesse caso, eu preciso me preparar. Vamos fazer filhotinhos nesse fim de semana.
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Durante os heats de Jun, geralmente ela o ajudava como podia. Todo alpha, mesmo as mulheres como ela, sabiam que só poderiam entrar no ninho quando fossem autorizados. Então precisava daquela autorização antes que toda a mente de seu omega ficasse cheia de necessidades e tesão, fazendo tudo certinho, do jeito que ele merecia. Sua pele brilhava, macia e perfumada por baixo do robe de seda que ela usava. O ar no quarto estava um pouco mais frio que o habitual, levando em conta o calor abrasivo que o corpo de qualquer omega durante o heat; apenas o melhor para seu marido, que a aguardava ansioso dentro do ninho. Tinham terminado de colocar ao redor chocolates, barrinhas de cereal energéticas e água. Além de isotônico. Marigold nunca tinha se permitido enfrentar o heat de Jun ou ele os períodos de rut dela de forma sexual, então ela preferiu ser precavida do que correr o risco dos dois apagarem por desidratação.
— Omega, eu posso entrar no seu ninho? — perguntou com a voz baixa e doce, quase fazendo uma reverência ao esposo, que concordou enfaticamente, antes de praticamente a puxar para dentro do espaço cercado por almofadas e lençóis macios. — Love, você cheira tão bem…
E cheirava mesmo, como se a baunilha que fazia parte de seu scent tivesse ficado ainda mais doce, ainda mais inebriante. Marigold se pegou passando a ponta do nariz pelo pescoço de Jun, ofegando com a forma como seu cérebro parecia derreter mediante ao cheiro dele. Com delicadeza, beijou o local da mordida em seu pescoço, o sentindo se contorcer e arrepiar contra o corpo dela.
Se afastou minimamente dele, apenas para puxar o cordão que fechava o robe dela, se permitindo ficar tão nua quanto seu omega. Viu como os olhos dele brilharam antes de a puxar para seu colo e a beijar com força, com necessidade. Os dedos dela se prenderam em seus cabelos e mordeu o lábio inferior dele, rosnando baixo em necessidade.
— Você me quer? Você quer sua alpha lhe enchendo até transbordar? Você quer que eu te dê meu nó e mantenha nossos bebês dentro de você? — cada pergunta era acompanhada de um beijo que se quebrava e reiniciava entre suas bocas famintas, as mãos tocando tudo que poderiam alcançar um do outro. Segurou o rosto de Jun com as duas mãos, sentindo o peito arfante de ambos. Então sorriu, se sentindo perdida em amor e devoção. — Eu vou dar tudo o que você quer. Tudo.
E tudo incluía o colocar de quatro, puxando seus cabelos curtos, arrancando dele os gemidos mais manhosos e necessitados enquanto ela o fodia profundamente. Ele a recebia bem, quente e macio, a bunda marcada pela palma da mão dela, molhado de tal forma que o quarto inteiro se tornava o som úmido dos corpos se chocando juntamente aos gemidos de ambos. As costas largas estavam cobertas pelos arranhões de sua mão e as mordidas acidentais que ocorreram quando ela se permitiu ser tocada por ele, estremecendo ao toque como todas as várias vezes em que ela foi a presa dele. Mas não daquela vez.
Era uma cena linda, seu omega dando para ela com tanta vontade, sempre precisando de mais, implorando para que ela acertasse ainda mais fundo dentro dele, completamente rendido. Não era à toa que Junie gostava tanto de vê-la no mesmo estado, lacrimejando de prazer. Agora era a vez dela de sussurrar no ouvido dele que precisava que ele deitasse e segurasse bem as pernas, porque ela iria foder ele do jeitinho que ele merecia por ser um menino tão bom.
— Você está pingando — comentou, meio rouca, encaixando novamente dentro de Jun e o assistindo arquear o corpo para cima, mas mantendo a postura e as mãos segurando as pernas abertas para ela. — Você me quer dentro de você tanto, mas tanto, love.
E ela queria estar dentro dele, a cada estocada sentindo como se estivesse no seu lugar favorito, sentindo um rugido louco no fundo de sua mente. Um rugido que exigia posse, afirmação, amor, pertencimento. A cada vez que seu corpo se chocava contra o de Jun, o rugido ficava mais alto, até perceber que era ela, gemendo tão alto em uma voz tão rouca que ela não saberia dizer como conseguia fazer isso. Mas não conseguia controlar, não agora com o amor da sua vida rolando os olhos nas órbitas, se derramando de prazer, a convidando para fazer o mesmo. Levou mais alguns minutos e várias socadas firmes dentro de Junie e então Marigold o preencheu, sentindo o corpo inteiro se tensionar uma última vez. E então o nó se formando, os unindo de forma literal.
— Love, você foi tão, tão bem — murmurou, desabando sobre o corpo dele, buscando o rosto de Jun para enchê-lo de beijos.
Ia cuidar de seu omega manhoso por todo aquele heat. Não só porque ele pediu, não só porque eles queriam um filhote. Mas também porque ele era o amor da sua vida e ela não sabia que podia estar ainda mais apaixonada por ele depois de lhe dar o seu nó pela primeira vez. Mas estava. Eles eram mesmo um só, como prometiam todos os livros que tinha lido na escola.
🐺
Seo era um bebê muito fofo que gostava de bater seu carrinho de brinquedo nos outros fazendo BANG com a boca. Ele tinha só um ano e meio e independente da expressão de sua avó quando viu o potencial destruidor daquele menino, Marigold tinha certeza que eles tinham feito a coisinha mais linda do mundo.
— Eu sinto muito por não ter entregado tudo a você, love — comentou, assistindo o filhote correr sem freio e rumo pela sala, ameaçando derrubar tudo e ela achando tudo um doce.
Jun se juntou a ela no sofá, o cenho franzido, trazendo uma tigela de jujubas para os dois comerem juntos em mais um daqueles momentos doces entre eles dois. Quando ele perguntou o que ela não deu a ele, Marigold projetou os lábios para a frente, em um bico pensativo.
— Um filhote que seja a minha cara — comentou, apontando para Seo. — Claramente nosso bebê vai ser muito mais parecido com você.
Ele riu, a melhor risada do mundo, a deixando ao mesmo tempo aquecida e arrepiada. E então ele disse, naquela voz de quem sabia muito mais do que ela, que eles poderiam continuar tentando. Goldie esticou a mão e encostou na barriga saliente de Jun, sentindo o pequeno novo bebê deles crescendo ali dentro.
— Eu sei. Vai ser uma honra e um prazer continuar tentando até atingirmos o objetivo — ela falou a ele, os olhos cintilando de promessas sujas.
Poderiam continuar tentando quantas vezes Jun quisesse. Ela ia amar todo o processo de encher a quadra com bebês a cara dele, todas as vezes.
















