«Mi dava la mano,
e non avevo bisogno d’altro.
Mi bastava per sentirmi
bene accetto.
Più che baciarla,
più che stare vicini,
più di ogni altra cosa,
mi dava la mano,
e questo era l’amore»
(Mario Benedetti)

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«Mi dava la mano,
e non avevo bisogno d’altro.
Mi bastava per sentirmi
bene accetto.
Più che baciarla,
più che stare vicini,
più di ogni altra cosa,
mi dava la mano,
e questo era l’amore»
(Mario Benedetti)
A volte l'impossibile lo portiamo nella nostra anima, che non è capace di saltare oltre il proibito.
Mario Benedetti
Hay abrazos que lo curan todo, aunque no cambien nada.
— Mario Benedetti.
“Si pudiera elegir mi paisaje elegiría…no, robaría esta calle recién atardecida…”
- Mario Benedetti
"No tuvieron un final feliz, pero sonrieron todas las horas que pasaron juntos. Y sólo por eso valió la pena." - Mario Benedetti
No amor não há posturas ridículas nem pedantes nem obscenas. No amor tudo é ridículo e pedante e obsceno. Também a norma, também a tradição.
Mario Benedetti, Primavera num espelho partido
Fechar os olhos. Como queria fechar os olhos e começar de novo e abri-los depois com a tardia lucidez que trazem os anos, mas com a vitalidade que não tenho. Deus dá nozes a quem não tem dentes, mas antes, muito antes, deu fome a quem os tinha. Bela trapaça de Deus. Afinal, os refrões populares são algo assim como um currículo divino. Deixa estar que a mão de Deus vai te pegar de jeito: virulência e fúria. Deus os cria e eles se juntam: conspiração e perseguição. A Deus o que é de Deus e a César o que é de César: partilha e pro rata. Como Deus manda: prepotência e império. Deus passou longe: indiferença e menosprezo. Fé em Deus e cacete no resto: parapoliciais, paramilitares, esquadrões da morte etc. Se Deus quiser: poder ilimitado. Deus nos livre e guarde: neocolonialismo. Deus castiga sem pau nem pedra: tortura subliminar. Vá com Deus: más companhias. Fechar os olhos, mas não para meus pesadelos correntes, porém para tocar o fundo das coisas. Lá estão as imagens, as eloqüentes, as só para mim. Cada uma delas como a revelação que não entendi nem atendi. E não se pode voltar atrás. Pode-se guardar o aprendido, mas de pouco serve. Fechar os olhos e ao abri-los encontrá-la. Qual delas? Uma é um rosto. Outra é um ventre. Outra ainda um olhar. Quantas mais?
Mario Benedetti, Primavera num espelho partido