A segurança poderá estar nas grades
Foto por Victoria Urbani
Em 15 de abril de 2015 houve a divulgação de um projeto de lei que propõe plebiscito sobre cercamento da Redenção. A decisão foi dada em resposta a constante violência, com um aumento significativo nos últimos anos, como o estupro à luz do dia que aconteceu no dia 09 de março de 2015, o assassinato por enforcamento em fevereiro de 2015 e o esfaqueamento de um advogado em maio de 2013, além de depredações de monumentos e de arvores. Nos dia 22 e 27 de abril, houve sessões para votação do projeto do plebiscito, na Câmara Municipal de Porto Alegre. Entretanto, em razão à retirada de quórum nas duas situações a decisão foi adiada.
O lugar que começou sua história em 1807 pela doação da área pelo então governador do Rio Grande do Sul, Paulo Silva Gama só teve sua abertura oficial como Parque Farroupilha em setembro de 1935. Desde então, o Parque Redenção, como é popularmente conhecido, se tornou parte da vida dos porto-alegrenses. Em entrevista à Leticia Gomes, o vereador Nereu D’Ávila, autor do projeto, afirma “Na verdade, eu tenho um projeto para cercar o Parque da Redenção há 25 anos, mas nunca foi votado, então agora, há três anos, eu entrei com um projeto que está prevendo um plebiscito para o povo responder se quer ou não”. O vereador foi bastante enfático ao dar um exemplo: "já conversei com muitos frequentadores do Gêrmania e todos se sentem mais seguros lá. E não é apenas isso, existem números que comprovam que a segurança lá é melhor".
O plebiscito agora, não é só necessário, mas sim obrigatório. A Lei Complementar nº 12, de 7 de janeiro de 1975, art. 20-A, dispõe que “Os logradouros públicos, tais como largos e parques, somente poderão receber cercamento mediante parecer permissível do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental – CMDUA – ao projeto, adequadamente, após aprovação por consulta à população, mediante plebiscito”. “Se aprovado o Tribunal Eleitoral vai fazer na forma da lei a essa consulta” afirma Nereu D’Ávila. Inicialmente, haviam planos para o plebiscito ser realizado nas eleições de 2014, entretanto o projeto não foi votado à tempo, “tenho o projeto do plebiscito há três anos, mas ainda não tinha submetido”.
No dia 25 de abril de 2015, uma pesquisa de opinião foi feita com 40 frequentadores do parque, promovida pelas autoras dessa matéria. Nas últimas duas questões foi possível perceber como o assunto divide a população, em que 52,5% concorda com os projeto de cercamento, e 50% alega que se sentiria mais seguro com o cercamento. Uma pergunta anterior teve uma interessante resposta: 92,5% dos entrevistados estão conscientes dos últimos casos de violência no local. Um entrevistada foi bastante clara ao responder, “só cercamento não adianta, precisamos de mais iluminação. Corro aqui diariamente e não há iluminação e segurança suficiente nos locais designados para a corrida: hoje, em uma hora, vi apenas dois guardas a cavalo fazendo ronda”.
Por Leticia Gomes e Louise Marques do blog Living That Jonalist Life e Victoria Urbani do Famecos Post












