Estudar audiovisual significa muitas vezes ter que assistir filmes abaixo da média. Lula, o filho do Brasil é um desses. Por algum motivo que me escapa agora eu não havia visto o filme de Fábio Barreto. Nesta quinta-feira, na Maison du Brésil, teve uma sessão de autográfos do livro de Denise Paraná, em seguida foi exibido o filme baseado na biografia do ex-presidente. Como meu interesse de pesquisa é a representação da história no audiovisual e os processos de constituição de memória social a partir destas representações, fui lá ver. De fato, foi bom para observar os tipos de imagens que a produção de um discurso audiovisual de reconstituição histórica utiliza para atribuir verossimilhança, efeito de real e efeito de sentido de verdade ao discurso...Nesse sentido as estratégias utilizadas pelo filme de Barretão corroboram com as minhas observações até aqui. Mas, para aqueles que querem ver mais de perto o ex-presidente Lula, recomendo os documentários Peões de Eduardo Coutinho e Entre-atos de João Moreira Salles. E essa recomendação não tem nada a ver com a crença, que particularmente não tenho, de que um documentário esteja mais próximo do real que um filme de ficção de reconstituição histórica... Neste caso, a recomendação está ligada à qualidade dos produtos audivisuais em questão.












