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the girl (gn) version of the roman empire is the choreography in the back on 74 music video
Jungle - Dominoes
I’m always excited for every new Jungle music video. The one take mixed with the choreo just elevates the underlying music track. It’s also nice to see familiar dancers from previous tracks and new ones coming along for the ride.
Mette Linturi in Diplo & Damian Lazarus - Don't Be Afraid (feat. Jungle) mv
Volcano ou a resolução do casal 20 do Jungle
Por Djenane Arraes
O que é mais interessante hoje em dia? Escutar um álbum ou assisti-lo? A geração Z é tão patologicamente visual que a segunda opção parece óbvia. O duo inglês Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, conhecido como Jungle, entendeu que a música funk-eletrônica é por demais indie, e que o apelo visual seria um grande atrativo seria fundamental para atrair o público. Até aqui, nada de inventar a roda, afinal, videoclipes circulam desde os anos 1960 e Michael Jackson potencializou isso de forma extraordinária a partir dos anos 1980. O que faz o trabalho audiovisual do Jungle ser diferenciado é porque a dupla se associou com o grupo de dança americano Guetto Funk Colletive, que provém coreografias e dançarinos, e com o diretor Charlie Di Placido. Esse conjunto elaborou um trabalho de identidade absurda, em que todos os clipes são concebidos sem cortes, em que os dançarinos desenvolvem uma coreografia e alguma narrativa. Nesses clipes há uma musa: a dançarina finlandesa Mette Linturi. Ela nem é a melhor dançarina, mas aparece em todos os clipes do Jungle a partir da música ‘Casio’, nem que seja para fazer apenas caras e bocas. Ela protagoniza especialmente o sensacional ‘Keep Moving’. Há também o dançarino queridinho, o inglês Will West, que protagonizou especialmente ‘Casio’ e ‘Heavy California’.
A dupla Mette e Will foi um achado. O primeiro encontro dos dois em ‘Casio’, na qual ela é a única garota no videoclipe, os dois paqueram e ela o rejeita no final. A química entre os dois foi tão bem-sucedida que banda, coreógrafos e diretores decidiram fazer uma historinha completa protagonizando Mette e Will e ainda promover Volcano, o álbum mais recente. O resultado foi “Volcano – A Motion Picture”, um filme de quase 50 minutos (contando com os créditos), que pode ser conferido no YouTube. É um trabalho sensacional de direção e de coreografia. Na historinha desenvolvida, bom simples de acompanhar, Mette e Will vão gravar um programa, mas ambos estão com outros parceiros amorosos. Com o desenrolar das gravações, Will e Mette se reconectam. As pessoas costumam “shippar” personagens em filmes e seriados, mas eu penso que “shippar” dançarinos de séries de videoclipes é uma novidade.
A historinha pode parecer uma distração, mas não é. Ela é um grande atrativo divulgador para um disco que tem um conceito difícil. Musicalmente falando, Volcano é um trabalho que se distancia dos outros discos do Jungle. É o menos funk e Michael Jackson deles, e por isso mesmo Volcano parece um ponto fora da curva. Sonoramente é o que menos me atrai. Talvez, por isso mesmo, a consistência no conceito audiovisual seja fundamental para se manter o público ao mesmo tempo quem que se tenta conquistar novos. Sinceramente, eu não escutaria Volcano se não fosse pelo “Motion Picture”, por isso mesmo que esse produto tem importância fundamental no trabalho musical do Jungle.
Iminlovewithherrrrr