Por mais que soubesse que era impossível, Molly não conseguia reprimir a sensação - ou esperança- de ter, de alguma forma, ido parar no lugar errado. Mas chaves de portal eram um caminho de uma via só, estava em casa. Só não parecia mais com a sua casa. A sugestão de passar o fim de semana fora da cidade partira de sua irmã Lucy, ambas sabiam que a cidade estaria em pulverosa por conta do jogo e Molly sabia muito bem o quanto o tumulto era incômodo para a mais nova. Ainda que gostasse da agitação, a irmã sempre seria sua maior prioridade. Logo, arrumou uma pequena mala e ambas se foram para uma curta estadia de três dias na casa da avó materna na Itália. Era como ter saído de um sonho e caído num pesadelo. Os cenários tão familiares de Montrose estava devastados. As construções agora eram escombros, o ar agora era denso, convertido em fumaça que a impedia de ver muito além e fazia seus pulmões e olhos arderem; um choro agudo ecoava ao fundo, contudo ela não podia precisar a direção do som. Apertava a varinha em sua mão com tanta força até seus dedos estarem completamente brancos devido a falta de circulação. Precisava existir um feitiço que consertasse todo aquilo. Como quando, sem querer, algum dos primos mais esbarrava na mesinha de canto da casa da vovó Weasley fazendo cair o vaso de cristal colorido que se espatifava em milhões de pedacinhos e ela, mais velha e portanto já versada em magia, o fazia uma peça inteira novamente com um floreio de varinha e dava um pequeno sorriso reprovador, sabendo que livrara uma criança de passar o resto do dia no castigo. Mas não havia feitiço e não havia conserto. Um som estrangulado saiu por entre os lábio da ruiva, de repente engasgada com todos os nomes que queria gritar de uma vez só. Tudo que precisava era a certeza de que todas as pessoas estavam bem.












