Joseph Quinn as Prince Paul on Catherine The Great (2019)
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Joseph Quinn as Prince Paul on Catherine The Great (2019)
Bom dia.
Comer, dormir, chorar, comer e dormir, é minha rotina. Depois que perdi a audição em um acidente, parei de tocar piano, de me comunicar com as pessoas, eu parei de viver. Dependo dos meus pais, e para não ficar preso em casa, tento ir sempre para o parque. Gosto de ir de bicicleta e sentir um pouco do vento no rosto, e também por causa de uma menina, que me ajudou quando eu ia cair feio no chão. Ela era muito bonita e cheirosa,lembrava rosas, mas eu não podia escutá-la falar comigo, foi quando comecei a me apavorar. Eu sei escrever, e foi a única maneira que me veio a cabeça para conseguir me comunicar com ela. Peguei uma pedra, e risquei na árvore mais próxima:"Obrigado por me ajudar", vi ela mexer a bocar e fazer uma expressão confusa, mas sorria. Eu escrevi em seguida:"Desculpe, sou surdo". Ela me encarou surpreendida, e eu não podia culpá-la, resolvi subir novamente na bicicleta, e ir pra casa. Quando eu ia sair pedalando, senti algo tocando meu braço, me virei e ela me entregou um bilhete, que provavelmente acabara de escrever, ela acenou e foi embora. Fiz o mesmo, e quando cheguei em casa, não consegui tirar a imagem dela da minha mente. Acabei me lembrando do bilhete e o abri: "Meu sonho é tocar piano, e o seu?". Refleti sobre o que ela queria dizer, e me dei conta de que talvez ela quisesse que eu voltasse ao parque amanha, com a resposta. Não me contive, e mesmo sendo tudo incerto, preparei o lápis e papel e comecei a escrever meu sonho para ela. Fiquei algumas horas escrevendo e amassando papeis, pois nada do que eu escrevia ficava bom, nada se parecia comigo. Levantava e voltava a sentar na cadeira, comi batatas fritas e quando estava começando a ficar bravo percebi que eu estava tentando escrever meus sonhos de eu quando eu ainda não havia ficado surdo e por isso nada daquilo era real pois quando o acidente aconteceu não foi apenas a minha audição que mudou, foram os meus sonhos também. Coloquei uma almofada no rosto e pensei qual é meu sonho...? Então a resposta me veio e eu escrevi: "meu sonho é poder ouvir o barulho das ondas novamente, poder falar ao celular e ouvir meu cachorro latir no meio na noite. Ouvir os passos leves da minha irmã mais nova subindo às escadas para o meu quarto e pedindo para que eu leia uma história para ela dormir, brincar que meus lápis são baquetas de bateria e ouvir o barulho grave que eles produzem E meu maior sonho é conversar com a menina bonita que está lendo este bilhete enquanto a ensino tocar piano." Terminei o bilhete, tomei banho e fui dormir. No dia seguinte acordei cedo e fui ao parque, procurei pela garota mas ela não estava lá; fiquei o dia todo por lá e ela não veio. Voltei para casa quando o tom de azulado do céu estava ficando vermelho. Por cinco dias eu voltei ao parque e a menina não estava lá, comecei a pensar se ela não havia sido uma alucinação mas o bilhete escrito com sua caligrafia delicada me dizia que ela era real. No sexto dia eu estava quase desistindo de procura-la mas ela apareceu e me entregou um novo bilhete escrito: "Desculpe eu não ter vindo nos outros dias, estava ocupada ajudando minha mãe com algumas coisas. Alias meu nome é Hanna". Fiz um gesto que indicava que estava tudo bem e entreguei meu bilhete a ela; conforme ela lia lagrimas transparentes iam caindo de seus olhos e eu soube que Hanna havia terminado de ler pois um rubor invadiu seu rosto. Ela sentou-se nas raízes da arvore da qual estávamos próximos e deu tapinhas ao seu lado para eu me sentar lá, enquanto eu me sentava ela tirou de sua bolsa um caderno, dois lápis e uma borracha rosa. A primeira coisa que ela escreveu foi: - Qual é seu nome? - Tom - eu escrevi abaixo. - Você me acha bonita? - Sim - desta vez fui eu fiquei ruborizado. - Você toca piano, Tom? - Tocava, depois do acidente que me deixou surdo nunca mais pus as mãos nele. - Você tem piano na sua casa? - Sim tenho. Porquê? - Você pode me levar até la? Quero te mostrar uma coisa. Ela guardou o caderno, os lápis e a borracha dentro da bolsa e caminhamos para minha casa cada um de um lado da bicicleta; chegando lá escrevi um bilhete a minha mãe que estava na cozinha explicando o que estava acontecendo e fomos para a sala do piano. Havia um banco sujo de poeira em frente ao instrumento que também estava empoeirado; nós sentamos no banco e ela escreveu pedindo que a ensinasse algumas notas e eu a ensinei o famoso dó-ré-mi-fá-fá-fá, depois ela pediu que em colocasse minhas mãos a cima das teclas, quando eu perguntei porquê ela apenas disse para eu fazer. Coloquei as mãos acima das teclas e ela começou a tocar. Eu não podia ouvir, nós dois sabíamos disto, todavia como minhas mãos estavam posicionadas bem no ponto onde as engrenagens do piano vibravam e produziam sons eu podia sentir as notas. Ela ficou tocando por cerca de meia hora e durante todo esse tempo lagrimas de felicidade brotavam de meus olhos e varriam toda a tristeza que anos longe piano acumularam dentro de mim. Depois daquele dia nunca mais deixei essa pesada tristeza me dominar. E eu e Hanna começamos a nos encontrar todos os dias no parque e comecei a dar aulas de piano para ela. Toda ás vezes antes de nos vermos, ficava nervoso com o que escrever nos bilhetes, que roupa vestir... Mesmo com tanto nervosismo adorava vê-la, ela me ajudo a superar minha deficiência. E ainda ajuda, pois com o tempo comecei a sentir algo por ela que nunca senti antes. Adorava tudo nela seus cabelos, seu jeitinho meigo, o cheiro gostoso de seu perfume, ela era simplesmente perfeita. O sentimento não parava de aumentar, foi então que percebi que meu coração estava como um vaso transbordando de amor. Me declarei para Hanna através de uma carta de duas paginas, e para minha surpresa ela me mandou uma de volta dizendo que também sentia algo diferente por mim. Namoramos por quatro anos e nos casamos, hoje temos duas filhas lindas, tocamos piano em alguns eventos e minha deficiência nunca mais foi problema em minha vida, graças a menina que conheci no parque.
Troubl3mak3rB1tch
Oh God.....This is my love :)
#EternoMcDaleste, ameeeeý demaaaaaaais Mto lindo ele kra *u*
God bless Holden Nowell
Enfim, de tudo que há na Terra, não há nada em lugar nenhum, que vá crescer sem você chegar. Longe de ti tudo parou, ninguém sabe o que eu sofri.
Djavan