Você é uma mulher brava. Não dei muita atenção, afinal, brava, pra mim, não seria, e nem é, um problema. Mas, coisas assim mexem comigo. Por mais que eu possa me entender muito bem com o fato de ser assim, brava ou nervosa.. Principalmente em um mundo no qual isso pode ter tantos significados. Dependendo de quem você é.
Me acostumei a ser assim. A não aceitar menos do que o bom, do que a felicidade, do que o respeito e cumplicidade. A cada vez que não aceito de cabeça baixa algo que me desrespeita, incomoda, magoa.
Parece que sou brava quando persisto na minha opinião, quando sei o que aconteceu na política, no futebol ou até mesmo o que viralizou nas redes sociais — quando gosto ou não gosto das coisas, sem medo de incomodar; quando curto do que é esquisito, diferente ou inusitado. Sou brava quando reclamo por me interromperem; enquanto também sou nervosa. Sou brava porque deixei de lado os esteriótipos que um dia abracei. O da “menininha” que andava de salto, que falava baixo, mesmo quando queria gritar, por motivos que nem valem a pena tentar explicar. Sou brava porque sou calada, porque tenho a cara fechada, porque observo mais do que comento. Sou brava porque quero tudo bem-feito, porque sou… porque é o meu jeito…






