"A Educação tem muitas tarefas a cumprir e certamente uma das mais urgentes é impedir que o racismo encontre abrigo em nossas salas de aula, pátios, laboratórios e bibliotecas", afirma André Lázaro
No dia 21, celebra-se o “Dia internacional de eliminação da discriminação racial” escolhido pela ONU para lembrar o massacre de 69 pessoas da comunidade negra de Shaperville, ocorrido em 1960 na África do Sul, no auge do apartheid. Inúmeros fatos confirmam a necessidade de colocar o combate ao racismo no centro da agenda brasileira. Segundo dados de 2015 da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal, no Brasil, um jovem negro foi assassinado a cada 23 minutos. A cada ano, mais de 23 mil jovens de 15 a 29 anos perderam a vida. Os dados gritam para que todo o dia seja “Dia Nacional de Combate ao Racismo”.
No dia 21, celebra-se o “Dia internacional de eliminação da discriminação racial” escolhido pela ONU para lembrar o massacre de 69 pessoas da comunidade negra de Shaperville, ocorrido em 1960 na África do Sul, no auge do apartheid. Inúmeros fatos confirmam a necessidade de colocar o combate ao racismo no centro da agenda brasileira. Segundo dados de 2015 da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal, no Brasil, um jovem negro foi assassinado a cada 23 minutos. A cada ano, mais de 23 mil jovens de 15 a 29 anos perderam a vida. Os dados gritam para que todo o dia seja “Dia Nacional de Combate ao Racismo”.
“Vamos amigo, lute! Vamos amigo, ajude! Senão a gente acaba perdendo o que já conquistou.” É isso aí amigo! A letra da música do cantor baiano, Edson Gomes, pode virar o nosso mantra. Conseguimos driblar a arbitrariedade que o atual governo estava preparando para nós professores, a Reforma da Previdência finalmente foi arquivada. Mas isso não quer dizer que devemos parar por aqui, a luta precisa continuar. Por isso, estamos atentos!! Agradecemos a todos os 73 mil apoiadores desse movimento que arregaçaram as mangas, juntaram as forças e venceram a primeira batalha. Assista o vídeo e acompanhe a nossa mensagem junto com o deputado federal Bacelar, que apoiou essa luta. Valeu deputado, valeu professores! Juntos, somos mais fortes!
Reforma da Previdência é para atacar 70% da população que recebe menos de dois salários mínimos
Reforma da Previdência de Temer: outro golpe contra os trabalhadores.
Os números não mentem: a proposta de reforma/desmonte da Previdência encaminhada ao Congresso pelo governo Michel Temer é uma verdadeira tragédia para o povo brasileiro. As mudanças propostas vão acabar com a aposentadoria da maior parte dos trabalhadores, massacrando os mais pobres.
A população já percebeu e, por isso, o governo vem gastando milhões de reais com peças publicitárias terroristas para tentar convencer o País de que as mudanças são necessárias, mas não mostra número verdadeiros.
Empresas devem R$ 422 bilhões à Previdência. Mas o governo tem sido pródigo em benefícios grupos empresariais, com bilhões de reais em perdão de dívidas e isenções fiscais. Basta lembrar que a MP 795 doa a multinacionais do petróleo R$ 1 trilhão de reais em tributos, ao longo de 20 anos.
Como o problema é da Previdência se o governo doa R$ 1 trilhão a petroleiras estrangeiras, que vão explorar nosso petróleo a 1 centavo de real o litro? Essa isenção fiscal é o dobro do que o governo pretende economizar com a famigerada reforma da Previdência.
Elite – Inúmeras benesses bilionárias são concedidas à elite do sistema financeiro. A MP 784 permite aos bancos pagarem R$ 50 milhões, dos R$ 500 milhões em multas devidas.
O Refis para empresas arrecadou R$ 7,5 bilhões, apenas metade do previsto, para renunciar a cerca de R$ 85 bilhões. Mas o governo alega que o problema é a Previdência.
A reforma é rejeitada por 85% da população. Mesmo assim, Temer segue as ordens do mercado financeiro, que está de olho em clientes para planos de previdência privada. É um mercado de bilhões de reais. Pobres ficarão naturalmente fora desses planos privados.
A reforma proposta, portanto, empurra milhões de brasileiros das camadas mais pobres da sociedade ao pior dos mundos: sem aposentadorias, sem previdência privada e sem renda garantida por um sistema que se baseia no princípio da solidariedade universal surgido no século XIX na Alemanha de Bismarck.
Mentira - O governo mente ao dizer que a maior parte dos trabalhadores não será atingida. Todos serão atingidos, porque o valor dos benefícios previstos na reforma é muito menor. Esse é um dos objetivos do que propõe Temer.
Hoje, o valor do benefício resulta de uma média de 80% das maiores contribuições do segurado; com a reforma, a média ponderará todas as contribuições.
Só essa diferença representa uma diminuição média de 10% do valor do benefício – alguns perdem bem mais. Aposentadoria integral, somente com ininterruptos 40 anos de contribuição.
Como um cortador de cana, que começa a trabalhar, em média, com 16 anos de idade, vai se aposentar?
Aos 45, seu corpo não suportará trabalhar mais 20 ou 25 anos. Um professor prestes a se aposentador, com 25 anos de contribuição, terá que trabalhar mais 15 anos para ter a aposentadoria integral.
Os professores são particularmente atingidos. Uma professora do ensino infantil que comece a trabalhar aos 18 anos até atingir a idade mínima de 60 anos, vai ter que trabalhar 46 anos para se aposentar, pois a idade mínima subirá um ano a cada 10.
Algum professor com 64 anos consegue dar aulas para crianças? Só se for na cabeça de Temer e de seus gênios insensíveis e antipovo.
Audiência Pública discutirá mudança de regras para Aposentadoria Especial de professores
Servidores que atuam fora da sala de aula já estão sendo afetados por Ato Administrativo da Funprev.
Por iniciativa da vereadora Chiara Ranieri (DEM), será realizada, nesta quinta-feira (14/12), a partir das 18h, no Plenário da do Poder Legislativo, Audiência Pública para tratar do Ato Administrativo da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (Funprev) que suspende a Aposentadoria Especial aos professores da rede que prestaram serviços na Secretaria Municipal de Educação, em cargos de chefias e diretorias, por exemplo, e, por essa razão, estão fora da sala de aula.
Segundo a parlamentar que chamou a discussão, cerca de 50 professores da rede já tiveram seus pedidos de aposentadoria negados.
“O problema é que, quando assumiram essas funções fora da sala de aula, tiveram a garantia de que isso não influenciaria na questão previdenciária”, observa Chiara.
A Funprev informa que o ato administrativo que prevê suspender aposentadorias especiais para professores e diretores que atuam em cargos fora de unidades escolares, motivo da audiência pública, segue decisão de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal - STF.
A vida como ela será: educação e reforma trabalhista, por Luis Fernando Vitagliano
A reforma trabalhista de 2017 foi mais prejudicial à educação que qualquer mudança curricular. Acabaram com o pensamento crítico e com a carreira ao mesmo tempo, e ainda com qualquer esperança de emancipação pela educação .
O ranger das dobradiças quando João Curralo abriu a porta denunciava que há tempos não havia óleo na manutenção dos móveis daquele apartamento castigado.
Boa noite amor!… e dirigiu-se para cumprimentar a esposa com a mesma disposição de um jovem amante – mesmo depois de duas década completadas de relacionamento. E ela, com a mesma reciprocidade adolescente logo depois do carinho correspondeu: Nossa, por que chegou tão tarde?
Tive que esperar um pouco na baldeação, quase peguei o último ônibus porque cheguei tarde no metrô.
Outra vez ficou falando com os alunos!? Amor, não podemos mais gastar com taxi. Esse último ônibus já é bem tarde, tenta não perder.
É difícil, eles gostam de fazer perguntas depois da aula; não pelo AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Sabe como é, tá cada vez mais raro o contato com os jovens estudantes, gosto de aproveitar esses momentos.
Mas, já não podemos nos dar ao luxo… taxi nem pra emergência. O orçamento não comporta. Além disso, o que resolve? Se ao menos em 2016 soubéssemos de como essas mudanças teriam efeito, ainda dava tempo, conversar agora é perda de tempo… tudo vazio, tudo digital, tudo técnico, tudo supérfluo… você ainda é aquele mesmo sonhador de vinte anos atrás. Não cabe mais, estamos na pós-modernidade.
É por isso que você ainda me atura, Jussara. A educação mudou, o trabalho mudou, o mundo mudou, mas eu ainda não mudei… E deu um leve toque na cintura da esposa que a fez cócegas, enquanto se dirigiam à cozinha… Se ao menos tivéssemos a noção à época que escola sem partido era uma luta desnecessária e que, na verdade, o EaD de sociologia, antropologia, filosofia, pensamento social, fariam a vez de desmontar a formação crítica… ao menos teríamos resistido de outro modo.
A reforma trabalhista de 2017 foi mais prejudicial à educação que qualquer mudança curricular. Acabaram com o pensamento crítico e acabaram com a carreira ao mesmo tempo, e com qualquer esperança de emancipação pela educação. É difícil os alunos de hoje perceberem o tamanho do estrago e a falta que o pensamento crítico faz. Não conheceram a escola como instituição… os alunos, esses pobres coitados, não têm culpa, se só querem o certificado pra tentar ter um pouco de valorização é porque acham que o mundo é essa insegurança de hoje.
Reforma da Previdência deve ser votada na semana que vem, diz Meirelles
A pressão para a aprovação da reforma está cada vez mais forte. Querem tirar os direitos conquistados pelos professores durante anos de luta.
A reforma da Previdência deve ser votada na semana que vem, de acordo com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles. A declaração foi dada na noite desta segunda-feira (11) no Prêmio Líderes do Brasil, realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Ele recebeu, durante o evento, o prêmio de economista do ano.
“Existe uma grande possibilidade de iniciar-se a discussão formal (sobre a reforma) e ser votada na próxima semana. Existe chance de votar nessa quinta, mas é menor. A chance de votar na próxima semana é maior, terça ou quarta”, disse o ministro. Segundo ele, o governo fará todo esforço para que seja votada na próxima semana.
Questionado por jornalistas se há votos suficientes para aprovação, ele respondeu que o trabalho em torno da votação ainda não terminou. “Tem exatamente um trabalho grande, vários partidos já se manifestaram a esse respeito, o PMDB fechou questão, o PPS fechou questão, vários partidos estão trabalhando nessa direção. Os presidentes dos partidos estão trabalhando visando a exatamente conseguir, ou fechar a questão ou que a maioria dos partidos votem, então é um trabalho em andamento”.
Meirelles ressaltou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o presidente da República, Michel Temer; e ele próprio, estão trabalhando na direção da aprovação da reforma. “É um trabalho difícil em que estão todos trabalhando juntos”. De acordo com o ministro, a atual versão da reforma ainda garante importante ganho fiscal para as contas públicas.
“Não existe projeto ideal em uma democracia, todos os projetos são projetos possíveis. É um processo de discussão entre diversos setores da sociedade, representados no Congresso Nacional, e que se vota e ganha a maioria. O projeto é um projeto bom, isso é que é importante”, disse, ao ser questionado se o projeto atual é o ideal.
Possível fim da aposentadoria especial faz professores pensarem em 'plano B'
Profissionais que se aposentam mais cedo que outras categorias temem ter que passar até 15 anos a mais em sala de aula se houver mudanças na Previdência.
Quando soube da proposta que muda as regras da Previdência, a professora do ensino infantil Vivian Adorno dos Santos, de 35 anos, chegou a pensar em pedir exoneração de um dos cargos que tem na prefeitura. A ideia é trabalhar menos horas por dia para suportar mais anos em sala de aula. “Não dá para trabalhar tanto tempo até se aposentar”, diz.
Pelo desgaste da profissão, hoje os professores podem se aposentar mais cedo que outras categorias com a chamada aposentadoria especial. Quem leciona nos ensinos infantil, fundamental e médio pode pedir o benefício do INSS com 25 anos de contribuição e 50 de idade, para mulheres, e com 30 de contribuição ou 55 de idade, para homens. O professor universitário está fora dessa regra.
“A aposentadoria especial do professor não é frescura. É para manter a sanidade mental.”
A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso prevê que os professores passem a se aposentar pela idade mínima de 65 anos e contribuam por pelo menos 25 anos, assim como os outros trabalhadores.
ENTENDA AS REGRAS DA PREVIDÊNCIA
Se a reforma valesse hoje, Vivian teria que atingir 40 anos de contribuição para atender à nova regra – 15 anos a mais que o previsto. Ela planejava se aposentar com, no máximo, 55 anos de idade.
Numa situação parecida, a professora da rede municipal Fabrícia Santos Amaral, que leciona há 15 anos, diz que não consegue se imaginar em uma sala de aula com 65 anos de idade, devido ao esgotamento da profissão. No ano passado, ela ficou afastada da função por estresse.
“A aposentadoria especial do professor não é frescura. É para manter a sanidade mental”, defende Fabrícia. “Não sei o que vou fazer da vida se essa reforma passar, mas considero até largar o magistério.”
Reforma trabalhista facilita demissão coletiva e fragiliza trabalhador
No dia 11 de dezembro completa um mês de vigência da nova reforma trabalhista, sancionada pelo governo de Michel Temer como a Lei 13.467/2017. A nova lei dá o mesmo peso de uma demissão individual para demissões coletivas ou em massa. Na terça-feira (5) a Universidade Estácio de Sá demitiu 1.200 professores.
Por Railídia Carvalho
O entendimento anterior à reforma era o de que para demitir grande número de trabalhadores deveria acontecer negociação prévia com o sindicato, agora o empregador que quiser pode demitir 100 e até 1.200 trabalhadores de uma única vez sem ter que justificar o motivo das dispensas.
Foi o que aconteceu na Estácio de Sá. Magnus Farkatt, advogado trabalhista e assessor jurídico da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou ao Portal Vermelho que o caso da universidade pode se enquadrar em violação de princípios constitucionais e também de tratados do Direito do Trabalho Internacional dos quais o Brasil é signatário.
“A demissão coletiva sem a participação prévia do sindicato, admitida pela reforma trabalhista, já é um desrespeito com os trabalhadores. Ela cria um fato social muito grande porque uma coisa é uma, duas dispensas individuais, outra coisa é dispensar mil trabalhadores. A repercussão social é muito mais ampla, muito mais grave o que torna a decisão muito mais séria”, declarou Magnus.
Ele completou dizendo que no atual cenário o papel do advogado do trabalhador é o de demonstrar a inconstitucionalidade ou a inconvencionalidade da reforma trabalhista como forma de barrar esse movimento das demissões em massa com base na nova lei. “A realidade agora é que quem quiser lançar mão da demissão em massa sem critério poderá fazer isso”, alertou Magnus.