Three Donkeys, Otto Lange, Brooklyn Museum: European Art
Size: 12 3/4 x 16 1/2 in. (32.4 x 41.9 cm) Medium: Watercolor
https://www.brooklynmuseum.org/opencollection/objects/30808
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Three Donkeys, Otto Lange, Brooklyn Museum: European Art
Size: 12 3/4 x 16 1/2 in. (32.4 x 41.9 cm) Medium: Watercolor
https://www.brooklynmuseum.org/opencollection/objects/30808
Otto&Sarang: rewrite the stars
Tudo que Sarang sabe é que quer ir pra casa, ficar em um quarto escuro por uma semana e não ter que falar com ninguém pelas próximas horas. Hyunjin foi o primeiro a chegar porque estava na França trabalhando, mas sabia que os irmãos estavam vindo em peso pra verificar ela do mesmo jeito. Era isso que ela amava e odiava na conexão que tinha com os irmãos, o jeito que um nunca largava a mão do outro, e o jeito que eles iam estar lá a qualquer momento, se preocupando com ela, esquecendo que tem vidas e que não precisam passar por aquilo com ela.
Se sente cansada, exausta, não quer que eles sofram com ela de novo, não quer sobrecarregar eles com mais um problema. Não quer mais ser uma urgência na vida de pessoas que ela ama, e já basta ter chorado com Hyunjin por todas aquelas horas atrás quando eles falaram do aborto espontâneo que ela sofreu, e da perda que a família inteira tinha sofrido agora.
Ela não quer ser a protagonista de outro desastre, e quando pensa que vai conseguir dormir mesmo com todo aquele barulho em sua cabeça e o mundo desmoronando bem em cima dela, ela escuta uma batida na porta, então uma das enfermeiras de mais cedo a abrindo e entrando, lhe oferecendo um sorriso gentil e padrão quando anuncia.
— Alguém veio ver você!
Aquela mulher com certeza recebia suficiente pra parecer animada e tranquila o dia todo, Sarang tinha certeza, quando ela abre mais a porta e deixa o homem mais velho passar antes de se retirar e deixar os dois um na companhia do outro. No fundo do coração, ela esperava que fosse Otto, ficou surpresa quando Hyunjin disse que não tinha visto ninguém a esperando além de alguns colegas e alunos mais velhos na recepção deixando mensagens e flores durante o dia, uma vez que ela só tinha chegado ali com a ajuda dele.
Mas longe de estar decepcionada, estava surpresa com a presença do Lange mais velho, o próprio dono dos teatros que ela se apresentava, o Conservatório que ela fazia parte e tocava com a orquestra, ali. No minuto que ele usa pra sorrir pra ela e analisar o quarto já abarrotado de flores e cartões com mensagens de preocupação e desejos de melhoras, ela acha que ele está ali pra representar a marca e fazer seu papel como chefe da empresa para a qual ela presta um serviço, mas não tem nem tempo pra admirar aquele gesto.
— A senhorita é mesmo uma pessoa muito querida, senhorita Lee. — Ele começa, lendo cartão por cartão, e Sarang se sente desconfortável com o tom desdenhoso que ele usava. — E quando me disseram que você ajudava a conquistar as pessoas, prendendo elas nos concertos com seu carisma, achei que era bobagem. Como uma garota pode exercer tanto poder nas pessoas, só tocando um piano idiota? — Ele então para, e fica parado na ponta da cama de Sarang, que esqueceu de como respirar com toda a tensão daquela conversa que ela nem conseguia responder, sem entender onde ele queria chegar. — Mas então a senhorita veio, e provou que estava errado. Você é mesmo muito boa no que faz, e torna mesmo a experiência um evento só de estar lá, e é um rosto pra se encontrar na multidão com facilidade. A senhorita é mesmo um diamante, e eu não fui o único que percebeu, e é por isso que estou aqui.
Mr. Lange abre um sorriso mínimo na direção dela, e ela sabe exatamente o que ele quer dizer com aquilo.
— Nós temos assuntos a tratar, senhorita Lee.
♡
Petra odeia o fato de Otto ainda estar magoado e machucado de alguma forma depois de meses, e estar fazendo disso um problema de todo mundo a sua volta, incluindo ela, sua irmã, que nada tinha a ver com aquilo segundo ele mesmo. Mas ela sabe que não é verdade.
Ver ele se esforçando pra manter uma conversa com a garota favorita na lista de interesse do pai, faz ela se sentir tão desconfortável e desanimada quanto ele naquela situação: o jeito que ele balança a cabeça pra parecer que está ouvindo, como ele se deixa vagar no assunto e no ambiente suficiente pra parecer indelicado e saberem que ele não quer estar lá, e como ele se desculpa por tudo aquilo, só pra repetir as mesmas coisas e não fazer nem uma questão de esconder a própria infelicidade.
De sua posição no jardim que aquele almoço beneficente estava acontecendo, ela consegue ver o pai prestes a entrar em combustão observando o comportamento do filho mais velho, e antes que ele faça um escândalo e faça uma cena, Petra está enrolando seu braço com o de Otto, se desculpando enquanto pede a atenção dele emprestada, e a garota na frente dele nem parece se importar quando eles se afastam e Lange não faz nem uma questão de olhar uma segunda vez pra ela.
— Qual o seu fetiche em tornar as coisas mais difíceis pra você e atrair problemas pra sua cabeça, Otto?
— O mesmo que você tem pra achar esse circo todo normal e que merecemos essa vida de merda.
Petra para os dois no meio do caminho, quando sente que estão longe o suficiente pra fugir dos olhares e ouvidos curiosos dos outros convidados, as mãos apoiadas na cintura quando começa a andar de um lado para o outro na frente do irmão.
— Passamos a vida toda desse mesmo jeito. Porra, Otto, você era o maior otário mesmo no dia que a viu pela primeira vez, acha mesmo que algo mudou só por causa dela? — Petra o questiona, tentando manter o tom baixo, mas a voz firme. — Você é o que você é, isso é o que esperam que você faça, é o poder que prometeram pra você. É a sua vida, Otto…
— E ela não precisa ser assim, e nem terminar desse jeito, e ser baseada nos moldes da pessoa que fui criado pra ser. Sarang me ensinou isso, ela me mostrou que eu podia ser mais, às vezes menos, desde que estivesse feliz e satisfeito com o resto. — Petra para de andar e fica parada ao lado do irmão quando ouve a voz dele falhar no final, os dois agora sob o olhar duro do pai, mas ela não se importa mais, Otto precisa de sua total atenção. — E não estou feliz, e muito menos satisfeito com o que tenho aqui. Não gosto do Otto que eu preciso ser aqui, não gosto dos amigos que precisei fazer e manter, não gosto do jeito que as pessoas me tratam, e nem do jeito que elas me consideram. Eu nunca nem mesmo fui o irmão que você merecia, e estou cansado de sustentar esse papel porque colocaram esse destino nas minhas costas. E vou ser um péssimo marido pra qualquer uma dessas moças, porque a única coisa que eu quero e preciso, é de uma garota que não faz ideia do quão bem ela me faz, e de tudo que ela me fez sentir… De tudo que ela me fez perceber que eu merecia viver e sentir. Ela foi embora sem saber o quanto me importava com ela, o quanto a queria, e levou tudo com ela pra outro país. — Então ele faz uma pausa, sem saber que estava segurando o ar quando termina de falar, olhando nos olhos da irmã quando conclui. — As coisas já estão difíceis, eu já arranjei todo tipo de problema pra minha cabeça, e não sei o que fazer.
Petra olha nos olhos dele também, e sabe que ele não está mentindo. Não sobre como ele se sente, não sobre como ele parece esgotado de todo aquele teatro, não sobre seus sentimentos pela garota Lee, e muito menos sobre como ele se sente perdido agora que esteve tão perto de ter uma vida diferente e de repente tudo lhe foi tirado e ele só pôde assistir.
Otto passou uma vida olhando por ela e a protegendo de passar pelas mesmas coisas que ele, sentia que era sua vez, talvez a última em toda sua vida, de lhe conceder o mesmo favor.
— Você sabe exatamente o que fazer. — Ela diz, juntando as mãos na frente do corpo enquanto encara a figura do pai. — E não é aqui, e nem falando comigo, mas em Nova York, com ela.
— Mas você…
— Não tenho mais cinco anos, nem tenho mais medo de monstros. Sou grandinha agora, posso e vou me virar sozinha, tranquila sabendo que você está bem, e feliz.
Era aquele tipo de oportunidade que só se tem uma vez na vida, ele não estava disposto a ignorar outra vez. Só tinha uma chance de viver o nem que queria viver, e ele precisava ser rápido pra agarrar de uma só vez.
♡
Sarang acha que sua carreira como compositora está a um passo de ser enterrada quando joga mais uma partitura na lata de lixo de seu studio, o papel rindo da cara dela de maneira silenciosa, anunciando que mais uma, e ela pode considerar como a última pá de terra e aceitar que ela vai ser a partir de agora uma musicista que só toca o que os outros pedem pra ela tocar e não consegue agregar nada de novo.
Ela admira artistas que conseguem criar a base de tristeza, drama e melancolia, porque mais uma vez em sua vida no estado azul e angustiante, ela não consegue fazer nada com aquilo além de se sentir cansada e uma farsa. Ter tanta gente perambulando pelo seu apartamento fixo também não ajuda, mas ela sabe que sem os irmãos ali, a orbitando quando ela mais precisava, ia ser muito pior e talvez ela nem conseguisse sair da cama e fazer todas as refeições do dia. Quando escuta a voz de Minji na sala de estar, pelo corredor do lado de fora, se lembra do dia que voltou pra casa com todos eles, e como ela foi a única que ela teve coragem de confessar o ocorrido com Mr. Lange, que também costumava ser seu chefe, e consequentemente, pai de Otto.
— Ninguém nunca disse coisas tão cruéis pra mim, eu me senti a pessoa mais suja e sem valor de todas. — Dizia com a cabeça apoiada no ombro da irmã mais velha, o corpo tremendo enquanto ela chorava ruidosamente, minutos depois da visita inesperada daquele homem. — Ele me acusou de estar fazendo a cabeça do Otto, de estar atrapalhando a vida dele, de estar impedindo ele de fazer as coisas que ele gostava de fazer só porque eu o seduzi e estava afastando ele do pai. Ele disse que sou manipuladora e oportunista e que foi assim que cheguei onde estou agora, e que ia usá-lo pra chegar ainda mais longe, e que se eu era mesmo uma pessoa honesta, ia esquecer essa história toda e voltar pra casa. — Seu peito doía, não só pelo luto recente, mas por aquele ataque que tinha recebido e nem conseguido se defender ou reagir enquanto estavam sozinhos e ela só conseguia chorar e pedir desculpas, mesmo sem ter feito nada. — Ele disse que ia pagar pela multa da quebra de contrato, e ainda mais dinheiro se eu quisesse pra nunca mais contatar o Otto… Minji, você acha que sou o que ele diz? Acha que só conquistei o que eu tenho, por que as pessoas me veem desse jeito? Você acha que sou uma pessoa ruim e faço mal pras pessoas?
Se lembra dos irmãos a confortando, e então a ajudando a passar por todas as inseguranças e pensamentos negativos acumulados com aquelas situações, e mesmo agora, é incapaz de não se sentir pequena e triste, oca por dentro, e sem nem uma inspiração pra fazer o que ela mais amava. Quando Sarang acha que vai começar a chorar de novo no quarto mal iluminado, escuta a primeira onda de vozes exaltadas no cômodo no começo do corredor, então uma segunda, e na terceira, jura, escuta Haru ameaçando alguém de morte e se obriga a levantar da cadeira de trabalho e ir ver o que está acontecendo. Enrolada em um moletom enorme e com a certeza que a falta de noites dormidas está estampada em seu rosto, quando precisa se enfiar no meio de Hui e Hyunjin pra alcançar o meio da própria sala.
Otto Lange, em pessoa, e empacotado em um casaco caro e pesado pra lidar com a neve caindo do lado de fora, está no meio, parecendo assustado e sem rumo com tantas pessoas ao seu redor e lhe apontando dedos ao mesmo tempo. Sarang ainda não sabe, mas tinha sido tudo culpa de Hui, que atendeu a porta, reconheceu aquele sotaque e saiu gritando que o pilantra padrão alemão está aqui para ver a Sarang, Minji, bate nele! e Hui acha que um dia ela vai lhe agradecer, mas só acha, porque no mesmo instante que a mais velha percebe o cenário propício a caos e assassinato que aquela sala emana, ela tenta tomar o controle da situação.
— Ei, vocês todos, silêncio! Tem famílias morando nesse prédio, sabiam?
Queria mesmo era chamar eles de arruaceiros e ameaçar de chamar a polícia, mas no mesmo instante todos os olhos estão sobre ela, e Sarang quase esquece que aquilo é uma coisa natural sua, quando Otto parece paralisado com a imagem dela, como se visse um milagre, os dedos firmes num buque de flores maior do que Sarang acha que ele precisa, mas que ainda assim faz seu rosto esquentar.
— Otto…
— Sarang…
— Quem te deu liberdade pra chamar ela pelo primeiro nome? MINJI! — Hyunjin sabe que não é nem um pouco maduro de sua parte, mas aquela altura, colocou em seu coração que está do lado da briga iminente.
E no jeito que as coisas começam a esquentar de novo, até Sarang apoiar as mãos na cintura e se fazer ser ouvida de novo.
— Não devia estar aqui, é minha casa e não foi convidado. — Seu tom é firme e ela tenta não gaguejar, quando os olhos dele estão nos seus, e ele parece ansioso. — Seja lá o que você precise, não me interessa e não posso oferecer a você.
— Você não entende, não quero nada seu, não quero que você me dê qualquer coisa… — Otto começa, então solta um suspiro e olha pros próprios pés, antes de se voltar a ela. — Podemos falar a sós?
Sarang franze o nariz na mesma hora, olhando pra esquerda e agarrando o braço de Minji, e então pra direita e agarrando o braço de Misuk.
— São minha família, meus irmãos. Tudo que tiver que falar para mim, pode falar pra eles. Eu não me importo.
Haru parece um cão de guarda atrás dele, Otto sente a tensão que ele emana e se sente encolher por dentro com todas aquelas pessoas prontas pra lhe tirar a vida ali mesmo naquela sala, e ele sabe que ninguém um dia poderia encontrar o corpo dele de acordo com todas as histórias que já tinha ouvido. Mas ele ainda tenta, pela promessa que tinha feito a si mesmo, de que não ia deixar aquela oportunidade passar mais uma vez.
E faz aquilo da forma mais sincera, direta e honesta. Porque ela merece, e sabe que ele também.
— Eu amo você, me apaixonei por você na primeira vez que a vi e você não fazia a menor ideia de que eu estava lá, e nem do quão perdido e sozinho eu me sentia até encontrar você… Tão bonita tocando aquele piano, parecendo tão feliz no seu próprio ritmo, que pensei que no começo sentia inveja de você, ciúmes do quanto você parecia alegre e contente na sua própria pele, queria me sentir como você, gostar de mim e do que eu era tanto quanto você parecia se amar também, até você me alcançar e me fazer entender que eu podia. Que eu merecia uma vida plena, e me sentir confortável com as coisas que eu dizia, as coisas que queria, porque de repente meus sonhos tinham valor e minhas opiniões também e não era mais um peão no jogo de troca e poder daquelas pessoas. Não sabia que podia ter atenção de alguém, sincera e verdadeira, até conhecer você. Não sabia que alguém realmente me enxergava e se importava comigo, até conhecer você. Não sabia que podia amar alguém de verdade, e sentir todas as coisas boas e não ser só induzido a ter uma relação com outra pessoa, até descobrir que amava você, e que era você quem me fazia sentir todas as coisas boas, e era com você que gostaria de ter um lar, uma família, e uma vida em conjunto. Passei uma vida me privando de tudo e acreditando eu não existia sozinho, sem meu sobrenome, pra descobrir que eu não só poderia existir só, quanto poderia existir com você.
Durante todo o discurso, ele tem os olhos nela e só nela, e mesmo quando ergue as flores em sua direção, ainda tem toda atenção e foco nela. Amando como seu rosto bonito relaxa a cada palavra sua, e como ela aceita o buquê, e como ela não o impede de continuar.
— Sinto muito por ter saído daquele jeito, e por ter machucado você. Não achava que era digno, queria proteger minha irmã daquela confusão e achei que ia ser egoísta se eu fosse o único se libertando daquilo tudo… Mas você vale a pena, Sarang Lee. Você vale muito, e não faz ideia do quão bem me faz e do que me tornei graças a você. É você, Sarang. Sempre foi.
♡
Otto dizia que estava ajudando ela a fazer a mala, mas a cada vez que Sarang volta com uma peça ou objeto pra guardar nos compartimentos, sente falta de algo que ela sabe e se lembra de ter colocado lá.
Ela está estressada, precisa estar no aeroporto e se encontrar com os músicos em breve e não quer fazer ninguém ficar bravo com ela, mas Otto continua sumindo com as coisas dela, a atrasando cada vez mais pro voo que ela tem que pegar, porque ele é um merdinha pegajoso e já está sentindo a falta dela, mas não diz com palavras.
— Ei, sente só o tecido desse casaco. — Otto a para no meio do quarto, erguendo o moletom favorito na direção da esposa, até parece confusa e preocupada quando passa os dedos pelo tecido cinza, quando ele abre um sorriso e completa. — Não parece boyfriend material pra você?
Sarang morde os lábios pra não sorrir, jogando o cabelo por cima do ombro no processo.
— Corajoso da sua parte, uma vez que estamos noivos, você não acha?
Otto congela e jura que a alma quase descola de seu corpo com aquele comentário, mas ainda assim não desiste, jogando a peça de roupa dentro da mala, e dando uma volta ao redor de Sarang, a impedindo de voltar com os itens retirados por ele do lugar.
— Se você for, vou morrer, então não vamos poder nos casar. É isso que você quer?
— Se você for me deixar em paz e jurar que não volta pra encher o meu saco, porra, pode ir com Deus.
Ele quer julgá-la por estar se comportando assim, mas sabe que a culpa é dele. Foi ele quem a ensinou todos os palavrões que ela sabe agora, como responder às pessoas na rua, e como ser uma merdinha insolente e rebelde sem causa. Otto gosta da Sarang doce, amável e encantadora, mas também gosta da versão que ele corrompeu e agora o ataca sempre que sente vontade.
Porque ela não presta, assim como ele. E ela fez dele uma pessoa melhor, assim como ela. Por isso eles são perfeitos.
Por isso ele acredita que eles não podem se separar.
— Preciso trabalhar. — Sarang sussurra, quando se deixa ser abraçada por ele e desiste de resistir às investidas, se aconchegando no calor de seu corpo, a cabeça enterrada em seu peito.
— Eu sei, mas preciso de você, só mais um pouco, então prometo que vou deixá-la ir. — Então ele a envolve em seus braços, e sabe que vai ser difícil cumprir a própria promessa quando escuta ela suspirar e se entregar ao conforto que a combinação dos dois lhes proporciona.
Mas ele vai deixá-la, como prometeu, porque sabe que ela ainda vai voltar pra ele no final das contas.
Three Donkeys, Otto Lange, Brooklyn Museum: European Art
Size: 12 3/4 x 16 1/2 in. (32.4 x 41.9 cm) Medium: Watercolor
https://www.brooklynmuseum.org/opencollection/objects/30808
Foxes (Füchse) (plate, loose leaf) from the periodical Das Kunstblatt, vol. 1, no. 11 (Nov 1917), Otto Lange, 1917, MoMA: Drawings and Prints
Transferred from the Museum Library Size: composition: 5 13/16 x 7 7/8" (14.8 x 20 cm); page: 8 9/16 x 11 1/8" (21.7 x 28.2 cm) Medium: Woodcut
http://www.moma.org/collection/works/72813
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My Honus Wagner painting at the The National in Chicago. #nationalsportscollectorsconvention #nscc #nscc2017 #honuswagner #t206 #oilportrait #oilpainting #realism #ottolange
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First pass of glazing Honus's face. I'm using @gamblincolors and a nice cocktail with Galkyd, Gamsol, and a hint of oil. #ottolange #oilpainting #realism #artwork #gamblinoils #honuswagner #deadballera #t206 #glazing