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Voltei e tĂĄ mĂł friaca
As 10 maiores favelas do mundo:
10 â Sol Nascente â 53 Mil habitantes â Distrito Federal â Brasil
9 â Favela da Rocinha â 69 mil habitantes â Rio de Janeiro â Brasil
8 â Khayelitsha â 392 mil habitantes â Ăfrica do Sul
7 â CitĂ© Soleil â 400 mil habitantes â Porto PrĂncipe â Haiti
6 â Dharavi â 1 MilhĂŁo de habitantes â Mumbai â Ăndia
5 â Manshiet â 1.5 MilhĂŁo de habitante â Egito
4 â Orangi Town â 1.8 MilhĂŁo de habitantes â PaquistĂŁo
3 â Kibera â 2.5 MilhĂŁo de habitantes â Nairobi â Kenya
2 â Neza-Chalco-Itza â 4 MilhĂ”es de habitantes â Cidade do MĂ©xico â MĂ©xico
1 â Maharashtra â 19 MilhĂ”es de habitantes â India
Fonte:Â http://www.superlistas.net/10-maiores-favelas-mundo/
Entrevista com Deyvis Raimundo, 36 anos, coordenador de projeto de sustentabilidade do Agentes Sociais da Sustentabilidade, administrador, estudante de Pedagogia e morador da comunidade do Jardim Damasceno, na região da Brasilùndia, zona norte de São Paulo.
A entrevista foi realizada no dia 8 de abril de 2018.
Na sequĂȘncia, as 10 maiores favelas do Brasil.
Para saber onde se localizam, sĂł clicar na imagem!
O racismo e a violĂȘncia nas periferias.
O preconceito, a desigualdade social e a ausĂȘncia de polĂticas pĂșblicas para a juventude foram apontados como causas de violĂȘncia contra a população negra perifĂ©rica.
Segundo dados do Atlas da ViolĂȘncia divulgados pelo Instituto de Pesquisa EconĂŽmica Aplicada, o (Ipea), a cada 100 pessoas assassinadas 71 sĂŁo negras. O relatĂłrio tambĂ©m mostra que o negro tem 23,5% mais possibilidade de ser assassinato do que os demais cidadĂŁos.
Diariamente sĂŁo divulgados nos meios de comunicação (televisĂŁo, rĂĄdio, internet e jornais impressos) situaçÔes de extrema violĂȘncia tanto por parte do crime organizado, quanto por parte da polĂcia.
Os nĂșmeros divulgados retratam essa realidade mortĂfera a anos. Apesar das medidas dos governos Lula e Dilma Roussef, ocorreram 318 mil mortes violentas de jovens nesta faixa social. AlĂ©m da dor causas pela perda de vidas, essa violĂȘncia tem um custo paradoxal equivalente a 1,5% do PIB brasileiro, valor semelhante Ă s medidas de segurança que sĂŁo adotadas, no total, 3% do PIB.
Neste contexto violento, verifica-se que a vitimização fatal dos jovens negros brasileiros tĂȘm sido cada vez maior em regiĂ”es economicamente menos desenvolvidas.
Conforme Ăndices de Vulnerabilidade Juvenil Ă ViolĂȘncia e Desigualdade Racial 2014, Ă prevalĂȘncia de jovens negros serem assassinados do que jovens brancos Ă© uma tendĂȘncia nacional. Ă tanto que em 2003 a vitimização da população negra por armas de fogo no paĂs era de 72,5 duplicadas novamente em 2012.
Para se compreender o elevado Ăndice de violĂȘncia na população jovem negra brasileira, trĂȘs fatores devem ser considerados: A privatização do aparelho de segurança, as ĂĄreas que formam o jogo polĂtico eleitoral, e a ânaturalizaçãoâ e a aceitação social da violĂȘncia.
Nas periferias o maior investimento do Estado estĂĄ relacionado a segurança; Precisamente, na polĂcia. Sem açÔes nas ĂĄreas de saĂșde, educação, cultura, saneamento bĂĄsico, e transporte. As desigualdades regionais sĂŁo agravadas com a violĂȘncia.
NĂĄgila Pires