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(Fragmento: errando-corazones.)
Un día mi intensidad no será problema y tendré razones sanas para quedarme.
Un día...
Moon dark
Lo que se incrusta en el alma es eterno.
eu estava exausta, talvez a beira do fim.
então você chegou,
e eu a amei como oásis no deserto.
você foi água, sombra, foi continuidade da vida.
teus olhos, quase vitais para cada escrita que escorria do meu peito
a poesia, uma ponte que me levava a tua alma
o café, testemunha da manhã em que eu te amei em silêncio.
rezei aos céus que não fosse uma despedida,
mas há quem diga que os anjos foram feitos para cair.
não serem amados talvez seja a consequência.
o deserto me lançou a beira de um abismo e eu disse sim,
não sei se por encanto ou feitiço.
eu caí em queda livre por três anos,
me culpem pois agora estou sangrando.
lágrimas se dissipam no ar, e outras continuam nascendo dos meus olhos como um rio em afluência.
a escuridão nunca me assustou, eu estava viva.
pensei que o fim, seria o fim do espaço entre nós, que ouviria teu cantar baixinhos em meus ouvidos,
então o silêncio do mundo me abraçou.
a hiperestesia que alimentava o fogo fátuo em minhas veias é a mesma que hoje me lança a uma terra de solitude.
dizem que o amor é um sentimento divino,
e nem por um segundo eu duvido.
estou partida em mil pedaços, e em cada um deles ainda há amor.
pousos delicados também podem ser caóticos,
mas talvez o amor conspire para que se encontrem,
talvez os raios de sol dancem com o aroma do café,
talvez eu dance nos seus dedos,
talvez o céu amanheça lilás,
talvez eu a ame para sempre,
talvez eu dance sozinha na chuva,
talvez eu pinte telas para aqueles olhos,
talvez um dia além de poeta, eu também seja musa
talvez um dia eu saiba como é ser amada,
talvez um dia eu seja por inteiro outra vez,
talvez os céus me perdoem, pois
dizem que o amor é um sentimento divino.
e se há tanto amor em mim…
quando meus pedaços tocarem o chão, tornarão sagrada esta terra?
Luz divina,
infinita en el firmamento,
¿Llegó,
finalmente,
el deseo de permanecer
y no marchar?
Moon dark
PEOPLE DISAPPEAR, MEMORIES STAY
EL PASADO NO ES TAN MALO.
Hay un dolor antiguo que habita en los recuerdos.Un dolor que despierta cada vez que la memoria gira la cabeza y mira hacia atrás.
El pasado no se borra.
Permanece.
Callado, paciente,como una cicatriz que aprendió a vivir en la piel.
Y aunque uno intente arrancarlo del alma, sigue ahí, respirando entre los rincones del tiempo, doliente como siempre…
Y al mismo tiempo tan frágil que parece polvo entre las manos.
Pero el pasado también es fuego.
Es la llama que templó mis huesos, la noche que enseñó a mis ojos
Porque de tus heridas nacieron mis pasos, y de tus sombras aprendí a caminar sin miedo.
Por eso, aunque me duelas, pasado mío, también te amo.
Te amo, porque me rompiste y aun así me dejaste de pie.
Te amo, porque en tus ruinas encontré la fuerza para seguir viviendo.
Pero escucha bien mi ruego:
Quédate donde perteneces.
En la distancia del ayer, en el eco de lo que fue.
No cruces el umbral de mi mañana.
No toques la luz que ahora florece.
Déjame cuidar en paz la belleza frágil de mi futuro.
— Yadhy Tello
Lo que marca, permanece.
BambinaMoon