— starter call: interações rápidas para o plot semanal; #1 ( 17/12 )
Marcus odeia os dementadores, em algum momento já foi o boggart dele, então responda com um "🥺" para tentar acalmá-lo no meio desse caos. ( Tracey )
Ah, o expecto patronum... que Marcus não sabe produzir. Uma pena. Quer salvar ele das garras de um dementador? Responde aí com "☠️"
Que tal você tentar ajudar Marquinhos a ver que o frio, os dementadores, não são algo a se temer tanto? Responde com "✨" para observar a nevasca com ele da janela.
3º Plot Semanal - Derrote seus iguais, para proteger seus amigos.
Há alguns dias, o jornal matinal Australiano que é visto em todo o país, publicou uma matéria sobre um projeto científico quase concluído a respeito da chamada "cura mutante". A notícia foi matéria de capa e atraiu a atenção de muitos leitores de todas as idades. Segundo a matéria, O instituto de pesquisas biomédicas do Centro de genoma e pesquisas de genética molecular de Sydney, havia desenvolvido um protótipo de bactéria que possivelmente fosse capaz de causar leves e frequentes repulsos genéticos sobre o gene mutante e aos poucos elimina-lo do sistema nervoso e genético do mesmo. A bactéria ainda não era capaz de reter a mutação permanentemente, mas tinha a capacidade de retrair tanto o gene mutante que faria da pessoa que o recebesse, um humano normal por mais ou menos alguns meses. Esse processo levou tempo e muitas vidas de outros mutantes, os testes em laboratório algumas vezes funcionavam, quando funcionavam e eram testados em mutantes cobaias, todo o sistema genético do mesmo acabava sendo afetado e levando-o a morrer instantaneamente. Mas aparentemente, parece que este problema estava perto de ser resolvido. Infeliz ou felizmente, há dois dias o campus do Centro de genoma foi invadido por dois um pequeno grupo de mutantes rebeldes e todo o laboratório foi destruído e logo depois ateado em fogo. A pesquisa havia sido quase toda perdida, e agora levaria mais algum bom tempo para retornar ao ponto que já haviam chegado. Neste ataque do grupo de mutantes, três dos principais cientistas médicos do Instituto, foram mortos, o que causou a revolta de muitos dos humanos que antes apoiavam a paz sem guerra. O circulo que antes estava apertado para os mutantes, estava começando a piorar, o prefeito anunciou ontem que caso os mutantes causadores desse tormento não fossem capturados pelas tropas oficiais, o próprio exercito entraria na cidade e só sairia dali quando toda a ameaça mutante fosse erradicada da cidade e suas proximidades. Felizmente, o grupo de mutantes rebeldes que causou o estrago já foi localizado, e aparentemente ainda há a chance de que caso eles sejam pegos vivos e entregues às tropas para que paguem pelo crime que cometeram, o anuncio do prefeito sobre colocar o exército nas proximidades do acampamento seja revogada. Se entendeu bem a mensagem, então prepare seu time, as coordenadas já estão disponíveis e lembre-se, eles devem estar vivos quando as autoridades os encontrarem, mas não necessariamente conscientes.
Boa sorte a todos.
Sec. Camp
Instruções:
A missão pode ser feita em dupla ou trio.
Não deixe o turno ficar chato! Algumas vezes estamos turnando e num único post comentamos que em alguns minutos e poucos ataques depois, um dos mutantes já estava derrotado, isso torna a história do turno muito irreal, os mutantes dessa missão são de nível 3 e 4, o que mostra que não será tão simples assim derrota-los.
No final do turno, pode optar por ter as tropas invadindo o museu, mas lembre-se que se fizer isso com você e seus companheiros ainda lá dentro, eles irão ataca-los também e isso será mais uma batalha para encarar, dessa vez é permitida a morte de soldados, mas caso haja uma matança, de nada terá adiantado toda a sua missão para derrotar os mutantes que mataram apenas 3 importantes cientistas.
Os mutantes rebeldes estão escondidos no antigo museu no subúrbio da cidade. O lugar é um pouco afastado de qualquer moradia, mas tentem não causar muita destruição.
São um total de dois mutantes rebeldes, um deles tem a habilidade de animar objetos e o outro tem a habilidade de fonocinese. A aparência ou grau de relacionamento entre os dois fica à escolha dos players.
Nenhum dos dois rebeldes deve ser morto, e ambos devem ser deixados incapazes de lutar ou ferir alguém até que as tropas cheguem para captura-los.
Lembre-se, por se tratar de um museu, existem várias obras dentro dele, esculturas, figuras de cera, quadros, entre outros, e por um dos mutantes ser capaz de animar objetos, tenha cuidado para não deixa-lo dar vida a todo o museu, você terá problemas pra derrotar centenas de estátuas tentando lhe esmagar.
Looking at you from another point of view | Plot Semanal | POV
Grimm chegou do treinamento pesado que fazia consigo mesmo todos os dias e encontrou seu quarto todo mexido. Ele chegou a se armar, mas tudo o que ele encontrou foi um pedaço de papel em cima da cama. Na verdade, ele ainda não tinha recuperado totalmente da última missão em que fora enviado. Arrastava a perna, o hematoma no olho ainda estava amarelado, o braço direito ainda estava engessado e as três facadas ainda doíam para respirar.
O arqueiro poderia ter dito que não estava doendo, mas seria uma mentira das grandes. Até respirar ainda doía, mas Grimm era perfeccionista demais para ficar simplesmente se recuperando. Treinar era um vício, mesmo que não quisesse admitir.
O braço esquerdo tremia. Ex-viciado, sabia o que significava. Não gostava de se lembrar do que tinha acontecido na missão. Ele simplesmente achava que deveria resistir. Treinamento não era uma coisa de que Richard tinha medo, por isso, antes de ir pra usa última missão passou por uma reciclagem do treinamento na SHIELD. Era de novo um super-agente. Lidava com armas, com substâncias, invasão e evasão, mas os malditos deram a ele sua pior inimiga. Estragaram sua luta de anos!
Só que ele estava completamente determinado a resistir mais um pouco. Abriu o pedaço de papel que dizia:
Demorou um pouco para que achássemos esse lugar. De qualquer forma, a segurança disso aqui é bem ruim, já que eu entrei e saí sem ser notado e ainda fiz o que fiz para o seu quarto.
Você deixou um prejuízo aqui e vai ter que pagá-lo. Não consegui achá-lo ainda, meu caro arqueiro, mas eu vou conseguir. Especialmente porque você já acabou de perder sua mãe querida. Ela não tinha te ajudado com alguma coisa? Pois então, agora um terço da sua dívida conosco está paga.
Ah, aliás, o corpo de sua mãe foi deixado no endereço no verso dessa folha. Eu quero de volta o que você pegou de mim, Agente, e não vou parar de matar um a um da sua família até me devolver em segurança o que roubou de mim
Volkoff.
Se existia alguma chance de que ele continuasse limpo das drogas, tinha ido ralo a baixo. E tudo pelo simples fato de terem matado a sua mãe. Nem mesmo o próprio Grimm conseguia se lembrar qual era o próprio erro. De verdade, tinha feito todos os seus treinamentos, tudo certinho. Não sabia como Vokoff havia descoberto seu nome verdadeiro e as pessoas de sua família.
E tudo isso por quê? Pra provar que Sarah não era só mais uma bandida. Não valia a pena. Não pela dor que ele sentia naquele momento. Com um pouco de dificuldade revirou o quarto. Colocou seu uniforme da SHIELD (que agora cabia, era novo), os suportes pra armas na perna, o arco e flecha e saiu. Logan chegou a vê-lo daquela forma e sabia que estava acontecendo algo sério. Dava para ver que ele estava completamente fora de si.
-- Reforça a segurança. Suas crianças são alvos fáceis. -- Richard disse.
-- Onde está indo?
-- Acertar umas contas. -- Falou bastante vagamente.
Logan foi andando com ele. Richard pensou em questionar, mas não estava em condições. Cada puxada da perna ainda doía, a respiração profunda doía, sem falar que nem sabia o motivo de ter levado o arco e flecha. Podia até ser um super-atleta, mas era impossível (sem telecinésia) disparar um arco com uma das mãos. Dirigiu por um longo caminho. Quando chegou lá, entrou em pânico. Sua mãe estava mesmo jogada como se fosse cachorro.
Richard sentou-se ao lado dela, colocando a cabeça de sua mãe em seu colo. A verdade era que Rick achou que aquilo fosse alguma espécie de cilada para pegá-lo com vida. Ele faria questão de voltar para a tortura que sofreu nas mãos de Volkoff e seus homens para que a mãe estivesse viva.
E a culpa era dele. Toda dele. A culpa por amar Sarah Reed tanto ao ponto de não acreditar que ela pudesse ser uma desertora. A culpa por ser tão idiota. Com certeza, havia sido Sarah que contou quem era eu e onde encontrar minha família. Ela não teve coragem de morrer, mesmo que fosse algo de caso pensado.
As lágrimas quentes rolavam por meus olhos livremente. Elas ardiam o olho machucado e não fazia a menor questão de esconder seus sentimentos. "Eu nunca mais fraquejaria, nem por um minuto sequer. Nem Sarah conseguiria tirar meu foco. Agora minha caçada é outra e não tem saída. A não ser continuar na SHIELD." Pensou consigo, enquanto acariciava os cabelos da mãe morta.
Emmeline não planejava ir para casa no Natal, quase nunca fazia isso. Era triste para ela pensar em seu pai passando os feriados sozinho, mas era pior pensar que ele poderia estar com outra mulher ou com pessoas das quais não tinha permissão de ficar fazendo muitas perguntas. Era assim desde sempre, mas ele não deixava de ser um bom pai. Tinha um emprego bom o suficiente para garantir uma qualidade de vida à filha única e não saía com outras mulheres pelo que chegava aos seus ouvidos. Era só um pensamento ruim, já que ela não imagina um homem que não fosse em encontros com mulheres por mais de seis anos.
E, é claro, tinha a família dele. Quer dizer, a família deles. Emme nunca gostei deles por não gostarem da minha mãe e forem tão puristas. Agora, para piorar sua relação, recebe uma carta, ou melhor, um convite de seus avós.
"Emmeline,
Olá! A convidamos de para ter a honra de permanecer alguns dias em nossa casa. Esperamos educá-la quanto suas escolhas e opiniões e alguns assuntos importantes para lidar. Sabemos que não teve os dois pais com sangue bruxo e entendemos a dificuldade de entender realmente esse mundo.
Estamos à espera da senhorita nos feriados,
Charlotte e Frederick Vance.”
Fazia algum tempo que seu pai enviara uma carta com o propósito de indagá-la quanto seu conhecimento sobre a guerra. Seu pai numca fora muito bom com palavras, portanto foi difícil de entender o que quis dizer, mas fácil entender que não foo fácil para ele também. Emmeline apenas havia respondido que era indiferente até encontrar um lado. Preferia não se sobrepor e dizer a todos o sua insatisfação quanto ao caos que Você-Sabe-Quem produzia, mas não seria um problema responder o homem com honestidade. É claro que seus avós estariam curiosíssimos quanto a isso. Seu filho, obviamente, apoiava o Ministério com todos seus argumentos. A loira, na verdade, não tinha muita vontade de ir para lá. Tinha uma opinião guardada e impopular sobre como são controladores, ignorantes e manipuladores naquele lugar. Tinha conhecimento de muitas coisas do Ministério da Magia por informação de seu pai, já que era uma das únicas coisas que sabia falar; seu trabalho e os estudos da filha.
A carta não era nem um pouco convidadiva, e sua vontade de ver o pai diminuia cada vez mais. Era incrível como ele deixava ser manipulado pelos pais e contava cada coisa de sua vida. Não era assim até que Elena morresse. De qualquer modo, Emmeline não sairía da escola e não mudaria sua opinião quanto à guerra. Permaneceria indiferente caso perguntassem, mas faria questão de ter um lado contra qualquer uma dos outros. Contra a dominação racial, os puro sangue e o Ministério.
"A primeira regra de Sienna Harper.: por baixo às vezes, submissa nunca!"
Não tenho vergonha em assumir que sou ninfomaníaca, se sexo não fosse bom, não haveriam tantas pessoas no mundo, se bem que muitas delas mereciam morrer.
Gemidos, calor humano ou desumano, gritos de prazer e penetração - seja com membros ou objetos -, fazem parte de um bom sexo, mas nada me excita mais do que fazer o outro sofrer. A súplica para tocar seus lábios em minha pele é algo que me estimula, me faz arder de desejo, podendo me levar as extremidades do paraíso.
Possuo grande loucura pela efetuação de sexo oral, sou capaz de forçar a cabeça de alguém contra minha intimidade por horas, nem que seja apenas para sentir a respiração quente de alguém sobre ela, mas é claro que prefiro longas chupadas e línguas que se atrevem a adentrá-la.
Odeio quando me comparam com alguma garota de programa, não faço sexo em troca de dinheiro, faço em troca de orgasmos, o que me torna a garota do prazer. A final, não é atoa que me denominam de Divina, faço verdadeiras dádivas na cama e fora dela também, sem contar que, sempre saio satisfeita, se não for por degustar lentamente de líquidos vaginais ou sêmen, é por sugar todo o sangue do outro, mas apenas em última instância, pois se não me agrada, não merece viver.
Muitos costumam dizer que a vida é construída com base em guilty pleasures – pequenas coisas das quais alguém não deveria gostar ou perder tempo, mas ainda assim o fazem. No caso de Evangeline Whitheless, um de seus guilty pleasures, sem dúvida alguma possuía nome e sobrenome, Stanley Jayden Garrick.
"Sim eu sou virgem e acredito que isso não seja novidade. Se não me apaixonar, não irei me entregar, acho que apenas sexo não é o suficiente, mas o amor entre duas pessoas.
Não sou alguém que costuma acreditar em contos de fadas ou coisas do mesmo gênero, acho mera futilidade, na verdade nem adapta ao romantismo sou - Madson sim, mas minha máscara de Evangeline não e se depender de mim, Parker jamais será descoberta. Mas acho que Stanley estragou meus planos.
Seu beijo me causava arrepios e vontade de não mais para, parecia que um enxame de abelhas estava em minha barriga, meu coração batia tão descontroladamente que eu pensava que iria desmaiar, minhas mãos suavam e meu corpo estremecia, porém eu gostava de todas essas sensações ao mesmo tempo em que sentia medo.
Stan mexe comigo de uma maneira que não consigo explicar ou assimilar a algo, seu toque fica preso em minha pele, seu cheiro impregna o ar que respiro, me sinto vulnerável ao seu lado no mesmo instante que me sinto protegida, como uma repulsa necessária, uma atratividade incontrolável, divergências sublimes que alimentam algo dentro de mim.
Garrick provoca várias dúvidas em minha mente perplexa, porém me dá a certeza mais pura de que se um dia me deitarei com alguém, este alguém será ele, pois não darei apenas meu corpo, mas sim alma e coração."
Everything I do is bittersweet | Flashback | Plot Semanal
Desde o halloween, havia me transformado. Se pensaram que eu ia sair da escola por causa daquela situação que aconteceu comigo, se enganaram. Eu estava mais disposto do que nunca a me vingar dos que fizeram o que fizeram comigo. Contudo, sempre preferi a inteligência ao invés da ignorância. Vingança é um prato que se saboreia frio. Permaneceria mais um ano na escola.
Sempre considerei meu primeiro golpe como o dia que eu roubei meus pais e depois sumi da vida deles, entretanto, eu já tinha feito uma vítima antes disso. Você costuma ver nos filmes aqueles esportistas ricos saindo com líderes de torcidas burras. Depois do halloween eu me tornei aquele cara que todos temem, mas que todos querem ser. As mesmas pessoas que praticaram o bullying comigo, agora praticamente beijavam o chão que eu pisava. Tudo porque eu comecei a ser o cara com notas perfeitas, podre de rico e que humilhava Deus e o mundo, que triturava quem passava no meu caminho.
Tudo não passava de um plano.
Agora eu namorava K. Ela havia me dito pra fugir, mas eu não a ouvi e no final das contas, ela estava lá rindo de tudo. Eu a fiz me amar, fiz o impossível para ser o amor da vida dela. A conhecia melhor que ela mesmo. A estudei como se ela fosse um sapo a ser dissecado. K foi a mulher com quem perdi minha virgindade há uns meses atrás. Ela era quase uma ninfomaníaca e eu me aproveitava bastante disso.
Minha inexperiência em ser algo que eu não sou era veementemente compensada por a vontade que eu tinha de ter a minha vingança, de ser sujo. Com pouco tempo de namoro, K. já havia me dado total acesso em sua vida. Ela era uma menina que tinha um pai tão abençoado financeiramente quanto o meu. Isso era uma vantagem absurdamente grande para meu plano, porque eu poderia me passar por ela sem problema algum.
Tudo o que eu fiz na vida, foi bem feito. Incluindo esse golpe que não considero meu primeiro. Foi desse jeito que eu aprendi que sexo é uma algema poderosa, que as mulheres não costumam ser calculistas e frias, por isso as mais ricas são sempre tratadas como objetos sexuais ou esposas-troféus. Pra mim, são simples alvos.
Levei a garota em um restaurante caro, paguei por seu jantar. Eu comprei o vestido que ela usava naquela noite, como a jóia de diamantes em seu pescoço longilíneo. Não dava para negar que K era uma menina de tirar o fôlego. De certa forma, devia me considerar um garoto de sorte por tê-la deixado cega por mim; um loiro nerd, vítima de bullying, bem mais afortunado do que ela. Eu era quase o Riquinho.
Depois a levei para um motel caríssimo. Ninguém sabia que eu era menor de idade -- talvez não se importassem com esse fato -- e me deixaram entrar. A suíte era maravilhosa, cheia de espelhos, espaçosa. Eu sempre gostei de muito conforto. Eu fui criado para isso e tinha bastante orgulho de ser assim.
"Você é incrível, Colin." Dizia ela enquanto eu colocava uma música sexy bem baixinha. Eu achava aquilo bem interessante, na realidade. Eu tinha meu plano armado, estava em prática, mas confesso que eu estava me aproveitando um bocado.
Naquele dia eu descobri o que tinha apenas em teoria. Rohypnol era uma droga fantástica e tem efeitos controversos nas pessoas, mas no geral, fazia exatamente o que eu precisava. Eu a embebedei, a droguei, o suficiente para ela não ficasse imóvel em meus braços, mas alegre, solta, completamente relaxada e vulnerável aos meus desejos. Ah, sim, eu fiz de K. o meu brinquedo.
Ela ainda estava acordada quando coloquei minha taça de champanhe em cima do criado-mudo, enquanto ria junto a ela. Ela ainda estava acordada quando toda mole me fez um strip-tease. De fato, dizer que eu não me aproveitei de fatos como aquele seria demais. Não dava para não aproveitar.
K. estava linda. Seus belíssimos cabelos estavam caindo sobre seus ombros como cascatas em ondas perfeitas. Sua maquiagem estava leve, bonita, mas seu batom era vermelho como uma maçã madura -- como eu havia exigido que ela fizesse --, o vestido era um preto que combinava bem com o contraste de sua pele e a cinta-liga chegava de aparecer completamente. A percebi constrangida em vários momentos do jantar e fiquei feliz por ter atingido essa parte de meu objetivo. Talvez ela nunca tivesse usado uma roupa tão curta assim. Eu diz tudo o que estava ao meu alcance para que ela fosse tratada como uma princesa, exceto na cama.
K. estranhou um pouco, já que eu sempre fui um namorado muito zeloso enquanto estive com ela, mas estava drogada e mal conseguia discernir direita de esquerda. A fiz gritar a mesma frase que gritei no Halloween amarrado a uma trave, mas não consegui ficar imparcial. Eu a possui de fato, fingindo estar tão drogado quanto ela. Eu tinha um objetivo e esse objetivo estava sendo cumprido. Com louvor.
Transamos em rito violento. Não estava ali para ser o cavalheiro de sempre, não. Eu estava ali para humilhá-la de um jeito que ela nunca mais esqueceria. E quanto mais eu fazia aquilo, mais eu queria. Quando acabamos, eu fui pra casa a levei a dela. Tudo certinho. A vingança começaria então.
Fiz edições do que acontecera no motel. Sim, eu tinha cada detalhe filmado em três ângulos diferentes. Fiz uma edição bem porca por sinal, consumi com os aparelhos de gravação e usando a internet com um programa que eu mesmo criei, liberei o vídeo, citando os nomes. Claro que eu falei que ambos estavam drogados e que eu não tinha nada a ver com aquilo e ainda acusei a garota de ter feito isso. Ela era excelente em informática. Não havia mais droga em seus sangue, o efeito do Rohypnol havia passado.
Não tinha como me condenarem. E, ah, eu sumi com o dinheiro que seria dela fazer a faculdade. Só não arranquei mais dinheiro, porque não queria atingir os pais dela. Queria que soasse como coincidência. E soou. Eu tinha jeito pra coisa.
Fui naquele dia para a escola. Me fingi de vítima e ainda falei muita coisa sobre o quanto ela era ruim na cama -- o que era mentira. Talvez naquele dia, eles perceberam que eu estava me vingando de todos os que me fizeram mal no halloween, talvez não. Depois não apareci mais naquela escola. Não precisava disso.
Na realidade, eu nunca tinha visto o sexo como arma até o dia que precisei pensar em algo pra vingança. Eu demorei bastante para descobrir o sexo com amor. Demorei bastante para parar de ver o ato como arma, mas agora as coisas estão mudando numa velocidade alta demais para que eu consiga acompanhar.
Este diário pertence à Charlotte Barbara Pierce. Caso você o encontre, favor devolver na 897, Third Avenue, New York. Merci.
P.S: S'il vous plaît, não abra esse diário.
12 de dezembro de 2017
Querido diário, eu fiz de novo.
Eu estava olhando os diários dos outros anos e parece que eu repito as histórias, mas eu juro, não o faço! Eu sinto tanta falta da época do Troy... Viu? Eu fiz de novo. Enquanto ele está por aí, pegando todas as garotas que aparecem em sua frente, nem lembrando o meu nome, eu estou aqui. Sentindo falta dele.
Eu estou chegando à conclusão de que eu nunca vou conseguir esquecê-lo. Tori diz que é bobagem, que isso é possível e que eu não quero esquecê-lo... Talvez seja verdade. Eu não o odeio mais. Na verdade, nunca o odiei. Eu só o amo mais, mesmo sem alimentar esse amor. Mon Dieu, será que essa é a minha missão? Amar alguém que... Que está melhor sem mim?
Ontem eu saí novamente com o Roy. Ele é sempre tão cavalheiro, tão amoroso... Obviamente - como todos os outros -, ele me levo para o Masa. Que é simplesmente o restaurante mais caro de NY. Eu não sei se deveria ficar animada com isso, mas achei entendiante.
Eu gosto do Roy. Ele é um cara legal, não tem nada que eu possa reclamar dele. Esse foi nosso, sei lá, décimo encontro? É. Foi. Porém, o problema é que ás vezes ele me entedia. Um bocado, na verdade.
Ele é tão igual aos outros. ( Talvez seja esse o problema, eu espero alguém que seja como o Troy) Ele vive dizendo que eu sou perfeita - mesmo que eu não seja - e até me chama de Barbie. Como todo mundo. E agora, que cada vez mais pessoas me param na rua para pedir para tirar fotos, ele vive dizendo que eu sou a garota dele. Algo como "É, isso mesmo, eu estou com a minha garota, a Barbie de Nova York".
Isso me irrita.
De qualquer forma, depois do jantar nós fomos para o apartamento dele que, pasme, estava vazio. E foi como todas as outra vezes, com outros homens... Eu congelei. Roy me olhou, com aquele sorriso meigo "Barbie, você é virgem? ", ele perguntou. Eu balancei a cabeça negativamente e ele continuou, beijando meu pescoço, sussurrando que eu era perfeita e que nós éramos perfeitos junto. Tudo bem genérico. Só que eu não fazia nada e ele só notou quando estava só de cueca. Ele começou a mexer no meu cabelo e eu pedi que ele não fizesse isso, que eu não gostava. Pedi que ele me levasse pra casa e ele o fez.
O fato é que, enquanto ele se empolgava com tudo, eu só conseguia lembrar das palavras de Troy ( quantas vezes eu já citei o nome dele aqui?) de que eu não era boa... Isso sempre me assombra quando eu tento ir para cama com alguém. Caramba!!!! Por que eu não consigo ir adiante? Por que não consigo ser que nem todas as outras pessoas do mundo? O Troy por exemplo, não tem problema algum, está por aí, comendo todo mundo.
E eu aqui. Três da manha, escrevendo num diário.
É isso. Acho que eu devia parar de tentar fazer sexo. Devia apenas focar na minha carreira, que está indo mil vezes melhor que minha vida amorosa. Vou parar de sair com o Roy também. Ele é um cara legal, que merece uma garota que... Goste dele de verdade.