cedric repassa tudo o que precisa fazer antes que o faça. tomar banho. preparar café da manhã. acordar edmund. fazer questão que edmund levante da cama antes de perder a hora. ligar para liam. conferir como anda a faculdade. precisa de dinheiro? (tomara que não.) conferir se miles está se comportando, porque andou bebendo demais. conferir se edmund não voltou a dormir enquanto tomava café. levar edmund para a escola. ir trabalhar. ficar puto porque esqueceu de tomar café.
porém, quando cedric abre os olhos, não é o teto da antiga casa em que moravam que ele enxerga, aquela cuja qual ele e os irmãos herdaram anos atrás. pelo contrário; a primeira visão de cedric é um ambiente renovado, estranhamente bem cuidado e arrumado demais para ser sua casa. o centro de contenção de crise, schafer lamenta mentalmente, fechando os olhos com força para testar seu retorno para casa. nada acontece.
há uma memória, porém, de um sonho realista demais para ter sido apenas um sonho. se tivesse retornado à sua vida normal, cedric consideraria que tratava-se apenas de um pesadelo sem pé nem cabeça, consequência de uma noite agitada e de muito álcool em seu sangue; entretanto, lá está ele, ainda preso no mundo das histórias, o que significa que aquele homem, claramente desesperado para ser um vilão e destruir todo aquele universo como conheciam devia ser real (ou ao menos as real as it gets here). entretanto, cedric sente sua língua prender no céu da boca no instante em que se recorda o nome do desconhecido. é uma sensação horrível, e cedric tem experiência com engolir seus sentimentos para reconhecer que aquilo não o fará bem, mas que terá de fazê-lo mesmo assim.
não mais conformado do que no dia anterior àquele, cedric schafer finalmente se levanta para um novo dia; porém, durante a noite, seus únicos pensamentos serão centrados em encontrar uma forma de matar mais uma criatura na floresta - pelo devido preço, é claro.