‘‘Quando envolvi o pescoço dele com os braços, estava chorando.
Como eu era idiota. Aquele era o momento perfeito, o beijo perfeito, e eu estava chorando. Havia tanta coisa errada comigo. Eu era tão problemática que não conseguia chorar quando tudo dava errado e não conseguir evitar quando tudo estava bem.
Nossos lábios estavam salvados de lágrimas. Cole não parou nem fez uma pausa, mas suas mãos subiram por minhas costas para me apertar com mais força. Após um instante, ele pressionou a testa na minha, coloquei as mãos em seu rosto e simplesmente ficamos assim, respirando o ar um do outro. Era tão nós, e tão pouco ele e eu. Nós, nós, nós. O posto da solidão era aquilo.
- Você é a única coisa boa que já fiz na vida. - disse Cole.
- Desculpe por ser tão ferrada. - Respondi.
Ele me beijou de novo. Minha boca, meu pescoço, sob a orelha.
Então hesitou.
- Diga que isto significa alguma coisa para você. - disse ele, afastando-se.
Era uma pergunta estranha. Parecia que devia ser o contrário. Era ele o astro de rock em turnê com incontáveis garotas em incontáveis noites. Era ele quem tinha o sorriso galanteador e a risada fácil.
Mas não era a verdade. Não a sério. Não naquele momento. Na verdade, quem tinha o coração de metal era eu. Era sempre eu que me afastava.
Uma lágrima escorreu pelo meu queixo e caiu na perna. Estava cinza por causa do delineador.
- Não me deixe abandonar você. - falei.
Em nosso pedaço secreto de Los Angeles, nós nos beijamos e tiramos a roupa. As mãos dele veneraram meu corpo, minha boca explorou o dele, e no final foi isto: nós nós nós.’’
- Perdido, Maggie Stiefvater