Hoje é o dia daqueles que foram encontrados e vistos como coisa rara, que foram escolhidos por ser importantes demais pra se perder. Daqueles que são publicados e têm seus nomes gritados aos quatro ventos sem nenhuma vergonha, as pessoas que foram entendidas como muito mais do que pareciam, os que não se deixaram quebrar por amores passados e conseguiram conquistar uma relação sincera, que talvez seja eterna, ou não.
Hoje é o dia dos que foram entendidos e ouvidos com calma, e podem ser exatamente quem são sem medo de julgamentos, sem medo de terem seus traumas usados por quem amam pra destruir o coração, mais uma vez.
Hoje não é o meu dia, nunca foi, não parece que vai ser. Eu sou quem não recebe holofotes nem pedestal. Eu sou dos que só são amados às escondidas, dos que tentam sobreviver quando sangram sem poder mostrar onde dói, dos que tentaram seguir a maré pra não se afogar mais, e depois apontados como fracos e impuros por isso, sem a redenção dos longos anos que lutaram contra até cair.
Hoje não é o meu dia.











