Desmembro a lagosta E rogo-te ao banquete Já que ela soa como o amor velho Espremendo e empunhando corações Preparo a panela Com meu lamento prematuro Dez dentes de leites roubados Um dedo anelar esquerdo como solida cicuta O usual volume morto, seria útil Dois dedos do terreno arenoso Das ancas viciantes à anjos E a dupla disseminação de hospedeiro Os comentaristas alvejantes sopravam em minha orelha Dois dedos de prosa, quatro de champanhe Os inundei em uma mistura de cicuta e lustra móveis O que sobrasse, seria refogado ao lado de lagostas Menos perceptível, Portando inexistente Sem sobrenome Indiferença ao paladar Repara nos arranjos vitrais e violetas Petar-te as em irmandade Com outras senhoras O que nunca esteve à mesa Que o maníaco planeta O qual se queixas Seja breve em sua vileza E sua cicatrizes seja notáveis A sobrevivência, a.k.a lida como sobrevida Ganhará devida importância no banquete Definitivamente, não a mesa E sim, servida em molho marinara...
Carrossel Baiacu - Pierrot Ruivo















