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Mente engatilhada para o PLAY, para o DELETE e para o CLACK BOOM!
A mixtape #JackClackBoom é resultado da decisão da DJ #ProjetoHisteria mixar suas habilidades profissionais e artísticas para levar uma mensagem de resistência às meninas e mulheres sobreviventes de violência doméstica e/ou sexual. Autora do movimento #MulherArtistaResista e fundadora da SóMinas #Herstorytelling, a primeira produtora de conteúdo artístico com foco em direitos reprodutivos do Brasil, a Natacha Orestes aka #ProjetoHisteria foi processada durante dois anos por narrar uma violência sexual nas redes sociais depois de participar da campanha #NãoMereçoSerEstuprada, em 2015.
PLAY #JackClackBoom e escute a resistência feminina produzida por mulheres de diversos pontos do Brasil. Para ouvir, clique aqui.
Na época do processo, a artista era produtora de conteúdo digital e ainda aspirante a DJ. A punição institucional por ter quebrado o silêncio fez Natacha compreender a urgência de aprender a arte da mixagem por conta própria para, com isso, ampliar o alcance de suas narrativas de resistência. Assim, Natacha aprendeu de forma autodidata o ofício de DJ e, em 2016, se lançou como #ProjetoHisteria: uma DJ que, além de ser mãe e lésbica, é uma visionária. Sabendo da marginalização que as lésbicas sofrem no mercado de conteúdo, impossibilitadas de serem autorais, a artista criou uma profissão que não existia: ela se tornou uma DJ que mixa habilidades, aplicativos, artes e narrativas para combater a cultura do estupro.
PLAY #JackClackBoom e escute a resistência feminina produzida por mulheres de diversos pontos do Brasil. Para ouvir, clique aqui.
Para transformar a dor de ter sido processada por narrar um estupro em potência narrativa, a DJ #ProjetoHisteria fez de si mesma um experimento social e passou a analisar a recepção de suas narrativas nos lugares que ocupava, online e offline. Para a surpresa da DJ, o #ProjetoHisteria não foi compreendido em sua totalidade e importância, nem mesmo nos meios feministas, rendendo poucos apoios e muitas perseguições. Ao apoiar a luta das mães brasileiras que são institucionalmente punidas – como Natacha foi - por denunciar pais que estupraram os próprios filhos, o #ProjetoHisteria foi perseguido durante mais de um ano por pais estupradores organizados. O apoio profissional de Natacha às mães e suas crianças rendeu à artista, mãe de um menino de 4 anos, uma denúncia anônima no disque 100, acusando-a de ter estuprado o próprio filho. O ataque ao exercício de sua maternidade, à sua lesbianidade – pedófilos sempre acusam homossexuais e lésbicas como estratégia para que a sociedade eleja o inimigo errado - e à sua própria vulnerabilidade como sobrevivente de estupro de vulnerável tinha como objetivo enlouquecê-la e fazê-la desistir. Mas eles não sabiam com quem estavam lidando. A vontade de Natacha gritar sua revolta com relação aos estupradores e o seu amor pelas sobreviventes de violência doméstica e sexual foi ainda mais fortalecida devido às punições por continuar na luta.
PLAY #JackClackBoom e escute a resistência feminina produzida por mulheres de diversos pontos do Brasil. Para ouvir, clique aqui.
A DJ #ProjetoHisteria não se limita a nenhum estilo, abolindo o gênero de sua caminhada musical. Sua única regra é tocar somente músicas compostas, cantadas ou produzidas pelo sexo feminino. Para gravar a mixtape #JackClackBoom, porém, a artista escolheu o RAP, um gênero de resistência que nos ensina a importância do compromisso com a mensagem passada nas músicas para muito além de lucrar. Mais do que um mercado, música é arte, é ferramenta de expressão, de luta e principalmente de educação, e o RAP, fruto da resistência do povo preto, reivindica isso, apontando os caminhos. Professora de literatura por formação, a DJ #ProjetoHisteria questiona a ausência das narrativas femininas na história do pensamento e se propõe a convidar meninas e mulheres para valorizarem o trabalho das mulheres que, hoje, preenchem as lacunas provocadas pela censura à nossa voz com ritmo e poesia. Pare de ouvir música produzida por estupradores e ouça voz da resistência: a das mulheres no RAP.
Como diz a MC Dory de Oliveira: DELETE NOS MACHISTAS!
PLAY #JackClackBoom e escute a resistência feminina produzida por mulheres de diversos pontos do Brasil. Para ouvir, clique aqui.
Siga a SóMinas #Herstorytelling no instagram:
@sominasemusic
Contato para parcerias, bora jogar juntas:
Tracklist:
Sobreviventes por justiça (DJ #ProjetoHisteria @ rádio CBN INTRO)
Guerrilheiras - Conto do Vigário
Bia D'Oxum - Culpa Minha
Kamila CDD - A faca
Rimas e Melodias - Manifesto Pule Garota ft. Djamila Ribeiro
Omnira - Justiça de Xangô
Lady Laay - DissRespeito a Mulher
Áurea Semiséria - Deus é Mãe
Brisa Flow - Dias e noites de amor e guerra
Paige, Izabel Sabino, Clara Lima, Mima, Mac - Rimas Gerais
Nega Gizza - Filme de Terror
Dina Di - Mente engatilhada
Dory de Oliveira - Delete nos machistas
Gabi Nyarai - Cadê o ministro?
Jô Maloupas & Lady Laay - Não se perca
Alra, Wicca, Ninah Reis, Laís, Killabi, Meire D'Origem - Bruxaria
Bivolt - Olha pra mim
Cris SNJ - Estilo Negona
Tássia Reis - Xiu
Bella Larbaq, Mary Janes, P.Drita, Budah - Timeless
Camila Rocha (PB), Lili Bélica (RN), Arielly (AL), Lady Laay (PE) - NM Cypher
Lady Laay - (En)Caro Produtor
Lady Laay - Bela Recatada e do Lar
Guerrilheiras - Famigerados
Rap Plus Size - Ninguém merece
A MENSAGEM VIVE!
A Resposta Perfeita pros Machistas do RAP no Cypher “Machocídio”
Há um tempo as letras das mulheres MCs vem cobrando a forma de escrita machista e a postura sexista que a maioria dos homens tem na cena Hip Hop, letras como "Mulheres Vulgares" não passam mais batido e as minas tem tido cada vez mais voz ativa para lutar contra isso. Mesmo assim, a cultura insiste em manter o discurso que é reproduzido pelos caras do Costa Gold, por exemplo, que não hesitam em ofender as mulheres sempre que têm oportunidade. Os ultimos Cyphers lançados pelos homens (que não incluem nenhuma mulher), visam atacar uns aos outros em forma de diss, mas acabam sempre apelando para o machismo e a LGBTfobia, errando feio o alvo. Observando tudo isso acontecer de maneira escrachada, Issa Paz, Sara Donato, Luana Hansen e Souto MC decidiram não se calar e responder tudo isso à altura com um cypher produzido de forma totalmente independente pela DMNA. "Machocídio" é definitivamente um soco na boca do estomago que os machistas do RAP terão que sentir e refletir sobre as próprias atitudes. Alem da vontade de destruir o patriarcado e as amarras que o sistema impõe, as minas trazem informações sobre a própria vivência na cena e respondem diretamente a cada insulto e opressão de maneira agressiva, mostrando que não se deve ter calma quando se trata de combater o opressor.
Assista agora Machocídio e tire suas próprias conclusoes.
O Cypher foi gravado no estudio ESAPAS e teve suas produção de gravação, mixagem e masterização feita só por mulheres, ate a filmagem e a direção que foram executadas por Yara Lima coloca em pauta a importância de mais mulheres atuando na produção audiovisual. Tudo isso acrescenta para que a mensagem tenha o impacto necessário. Afinal, já passou da hora dos caras perceberem que essas ideias tortas não podem ser mais propagadas, pois perpetuam a cultura do estupro, do feminicídio, do machismo e da opressão e não contribuem em nada para a verdadeira cultura Hip Hop.
Bela, recatada e DO RAP.
Quanto maaaaior a bronca maior o tomboooo!!!! 🎵🎵 @rayaranascimento @yuleeblu hahahahahahaha #Rapdimina #auuuuuuu salve giiiiil!!!
#Rapdimina #criolas22 #McKG #Crimi
Já escutaram o som novo da Taz Mureb? Não? Tão dando super mole, ta pesadão .. usem e abusem do play e da divulgação, é nóis!
Apresentação da Taz Mureb na PSK #RapDiMina