a nostalgia é o veneno ou a cura?
Eu cresci junto com o Youtube. Acompanhei todas as fases, tendências, atualizações da plataforma, a compra pela Google, quando os vídeos tinham no máximo 2 minutos (fizemos o Ouroboros completo agora com os reels do Instagram e os vídeos do Tiktok?), e o surgimento dos vídeos de 1, 2, 3, 10 horas, como é hoje.
O Youtube foi a única rede que nos permitia abrir a câmera e gravar o que quiséssemos, sem sermos obrigados a aceitar as demandas malucas de um algoritmo que muda todo dia e um bombardeio de publicidades.
Não que tenha algo errado com as publis, mas estamos todos exaustos da quantidade, frequência e do fato de que quase não conseguimos mais consumir conteúdo (lembra quando nós somente dizíamos que assistíamos a vídeos?) que não esteja ligado a... Consumo.
Por um lado, a nostalgia é uma prisão, porque nunca nada vai ser como já foi um dia (citação acidental, juro). Mas também pode ser a cura pra nossa saturação de publicidade. Pra que possamos voltar a nos expressar livremente, postar vídeos sem se importar tanto com a duração, uma espécie de respiro digital, pra quando finalmente fizermos uma publi, nosso público não se sentir usado como massa de manobra pra consumir sem parar.
jout jout, você faz tanta falta!









