I’m way too good to you you take my love for granted I just don’t understand it

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I’m way too good to you you take my love for granted I just don’t understand it
I’ve been cold since you left | Sadie, Nathan, Rhys
As manhãs de natal traziam um sentimento de tristeza para Sadie Nott. Por mais que seus pais em seus amigos tivessem feito um esforço enorme para enche-la de memórias positivas, Sadie, ainda lembrava-se das melhores lembranças de natal que tivera até seus treze anos. Manhãs recheadas de brincadeiras. Onde a pequena garota sempre implorava a seus pais para que pudesse passar a virada na casa dos Avery. Onde acordavam cedo para fazerem brincadeiras na neve. Sempre incentivados por Lucy. Ela era o próprio espirito de natal. Acordando a casa, seus irmãos, e Sadie com um sorriso tão grande que fazia até mesmo as pessoas mais rabugentas se animarem.
Durante aquele natal a antiga aluna da Hufflepuff usava um suéter que ela havia customizado. Quando menor havia recebido um com sinos de natal de presente da melhor amiga, porém ela havia crescido e o mesmo não servia, então Sadie pegara um de tamanho maior e recortara o desenho para costurá-lo em um de novo tamanho. Avisou Rabastan que sumiria um pouco, mas que voltaria depois. Não aguentara ficar todo aquele tempo sozinha. Caminhou até o cemitério e terminou por sentar-se no chão em frente a lápide de Lucy Avery. Tirou a varinha do bolso e conjurou flores ao redor da pedra.
“Os natais nunca foram o mesmo sem você, Lu.” Abraçou os joelhos, usava presilhas que Lucy sempre colocava nela, e abraçou seu colar. Era impossível não usar aqueles objetos. Ela precisava se lembrar da menina de todas as maneiras possíveis. Sem demorar muito, as lágrimas tomaram conta da Nott, e ela deixou as mesmas aparecerem enquanto escondia seu rosto nos joelhos. “Sinto sua falta. Com você aqui as coisas seriam diferentes, eu tenho certeza.” Ela não referia somente ao seu afastamento dos Avery, e sim de todas as decisões que havia tomado aquele ano. Tudo que estava fazendo se Lucy estivesse viva, as coisas seriam diferentes.
but i can’t stay mad at you for anything | Rhydie
Já era tarde, mas Sadie achava a noite como o melhor momento para escrever. Por mais que ela adorasse escrever sobre assuntos sérios que deveriam ser pautados nos últimos dias, mas como trabalhava em uma revista adolescente ela tinha que acabar recorrendo a alguns assunto que ela mesmo ficava enojada de escrever. Assuntos como casamento do mundo bruxo eram sempre matéria a ser pedida, e por mais que ela já tivesse escrito cartas quilométricas mostrando coisas mais importantes ela acabara de entrar na revista, e ainda recebia ordens. Para poder fazer matérias como aquela, a garota precisava estar extremamente bêbada. Assim palavras que significavam tão pouco para ela saiam de maneira mais fácil.
Poderia já fazer um tempo em que ela estava lá. Assim como os copos em sua mesa se acumulavam em torno de seu pergaminho. Riscava, e reescrevia em um processo até mesmo cansativo. No momento ela encarava a lista de noivos que lhe fora dada. Junto com informações sobre os noivados, e casamentos. Muitas jovens escreviam perguntando sobre quem seriam os solteiros mais cobiçados. Sadie achava aquilo tão desnecessário, mas era seu trabalho. E ela estava focada.
Porém, seu foco foi embora ao ver a presença de Rhys entrando o local. Foi logo notando para ver se o mesmo estava sozinho. Uma das coisas que perguntavam era se o Avery estava comprometido. Sadie sempre declarava para essas garotas sua opinião pessoal. Sobre o quanto o garoto era um monstro, e que ele não era merecedor de nenhuma delas. O problema era que sempre que a garota o via, seu lado infantil, suas melhores memorias de diversão eram acionadas. As vezes que corriam na mansão do mesmo, e todas as aulas de etiqueta. Como tudo aquilo havia virado aquele risca faca? Ele nunca havia se importado com ela, e ela precisava manter isso em sua mente.
Eram as bebidas falando por ela, mas Sadie acabou afastando um pouco a cadeira, e dirigindo-se ao ex-amigo. “Como vai pior solteiro do mundo bruxo?” Brincou enquanto redigia sua matéria. Ela odiava pensar em alguém que fora seu amigo como alguém que sentia indiferença, mas da mesma maneira ela tinha algo dentro dela que estava sempre se revirando.