Jump jump jump con los @throestheshine Muchas gracias a todxs por venir y gozar. Ha sido épico e inolvidable. #guacamayotropical #cumbiamadrid #Cumbia #Madrid #rootsound #kuduro #rockuduro #portugal #España #Lavapies #LavapiesEsCumbia @rootsound

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Yellow Glasses Sessions - Throes + The Shine http://youtu.be/_0MuaC6n33A #yellowglassestv
Our new promo video is on french WAD Magazine! Featuring Throes+The Shine, Rockuduro band from Porto/Luanda and Loli, performer and plastic artist from Porto (with family in Luanda as well!)
Throes + The Shine: 'tá a "kuiar"* e muito!
Foto de Luísa Cativo
*"'tá kuiar" - está bom
É uma mistura, no mínimo, improvável. Não esperávamos que o rock e o kuduro pudessem andar de mãos dadas, e dessem para gingar tanto. Mas André do Poster e Diron (os The Shine, banda de kuduro do Porto - aí está mais um momento improvável) e Igor Domingues e Marco Castro (os Throes, banda de rock/harcore do Porto) mostraram que a batida de 140/160 bpm de kuduro podia ser feita com uma bateria e ilustrada com guitarras de pedais distorcidos e teclados sintetizadores. Os incentivos à festa são feitos pelos dois MC, André e Diron, que puxam por quem ouve: "Hoje é festa, vou dançar, ninguém me vai parar"; "Vou-te dar batida", "Throes e The Shine: tá kuiar ou não? (está bom ou não?), perguntam. O mambo (primeiro disco que pode ser ouvido, não sei bem até quando, em streaming aqui) está bem firme, rapazes! E Marco Castro explica as origens deste "Rockuduro".
Como é que se aperceberam que o rock e o kuduro eram dois géneros que se podiam juntar? Foi um bocado “à toa”. Estávamos a tocar num mini festival no Plano B, no Porto, em que nós, os The Throes, abrimos para os Fucked Up. Os The Shine fizeram os “after”. Viram o nosso concerto, acharam piada e lançaram a ideia de nos juntarmos um dia e fazermos qualquer coisa. Mas isto ficou um bocado em águas de bacalhau talvez meio ano, mas um dia lá nos lembrámos, fomos convidados para fazer a videoteca do Bodyspace e optámos por fazer uma coisa diferente: fizemos um ensaio e fizemos logo o tema que está lá na videoteca. Surgiu de repente, houve imensa química, e até a nós nos espantou.
A própria concepção das músicas e do primeiro disco também surgiu com essa naturalidade? Foi um bocado mais difícil. O que tentámos fazer foi não criar uma coisa muito homogénea. Nós já tínhamos as canções preparadas e fomos para estúdio antes de começar a gravar definitivamente para fazer uma pré-produção. Foi aí que percebemos que havia demasiada homogeneidade nas ideias que tínhamos. Por isso decidimos trabalhar um pouco mais as ideias, inserir mais um elemento ao vivo que foi o baixista e as coisas deram mais trabalho. Eu e o Igor passámos mais tempo em estúdio a trabalhar instrumentais, a procurar dar mais variedade, mas sempre com o ritmo do kuduro.
Tu (Marco) e o Igor vêm de um passado hardcore. Alguma vez vos passou pela cabeça passar por um projecto de kuduro? Pois, de facto não. Surgiu do nada! Mas sempre ouvimos coisas diferentes. No meu caso sempre gostei de ouvir música electrónica e o Igor também tem essa perspectiva. Basicamente é ter abertura de espírito.
E tiveram de ouvir um pouco de kuduro para perceber como perceber como funcionam os ritmos deste estilo e encaixar melhor na vossa forma de tocar? Quem fez mais esse trabalho foi o Igor que andou a investigar um pouco como as coisas funcionavam. Porque na verdade nenhum dos dois ouvia kuduro. Tínhamos um conhecimento muito básico.
A forma mais fácil de descrever este projecto é mesmo a junção do rock com o kuduro. Daí o título óbvio, "Rockuduro"? Sim e não. No primeiro álbum creio que sim, até pelo nome que o álbum assume. Mas estamos a procurar usar essa ideia para este álbum, dar o ênfase a essa ideia e ir por aí. Mas temos ideias de no futuro ganhar mais elementos de construção para fazer algo que não seja repetir o que fizemos neste disco.
As canções deste disco andam todas muito à volta das frases “festa”, “dança” e provocação à festa. O kuduro é isso, não é? Sim, na parte lírica o projecto está muito à volta disso até por consequência do projecto ter nascido de concertos ao vivo e ser a grande ênfase neste momento. A parte mais importante do projecto são mesmo os concertos. E o que queremos mesmo é festa!
Como tem sido a experiência de tocar estas músicas ao vivo? Óptimo! As recepção das pessoas é quase sempre espectacular, independentemente de estarmos a tocar num palco pequeníssimo ou num muito maior. Já tivemos experiências muito diferentes, a tocar em salas prestigiadas como a Casa da Música ou a sala do Hardclub, mas também já tocámos em sítios pequenos: tocámos em França, sem ninguém nos conhecer e tocámos para cerca de 80 pessoas num clube de punk-rock (cena mesmo estranha!) e o pessoal alinhou na mesma. Há sempre uma ligação muito forte entre nós e o público e é isso que tentamos fomentar.
Enquanto um dos instrumentistas, como é fazer estes concertos em comparação com os concertos que fazias de hardcore? São muito diferentes, o desgaste é igual, diferente? Eu sinto-me mais desgastado com estes! Estes acabam por ser mais exigentes, pelo menos da minha parte, porque exigem muitos loops e toco teclados ao mesmo tempo e exige muita concentração. E isto é válido para os quatro: temos a necessidade de mostrar que estamos a gostar.
Tocaram recentemente no MusicBox. Sei que houve a possibilidade de ser feita uma colaboração entre vocês e o Spoek Mathambo, que actuou na mesma noite. Já começam a ser desafiados por outras bandas para colaborações? Sim, já surgiram algumas coisas... nesse caso particular era para ser feita alguma coisa logo no dia seguinte, mas por motivos de agenda não deu, mas ficou no ar. No final do concerto fizemos todos juntos uma pequena jam. Mas eles estão em tour, são da África do Sul, mas é uma ideia que surgiu e estamos com contactos trocados. Com tempo e paciência poderá acontecer algo.
O vosso som, então, começa a ser desafiante para outros músicos. Sim, estimula-nos muito e deixa-nos bastante orgulhosos.