o meu muse pedir o seu em casamento à meia noite do ano novo; | Maeve e Thomas
Uma rotina era uma rotina, era o que Maeve sempre dizia a si mesma, não importava se era uma ruim ou não, uma rotina era uma rotina e ela tinha uma rotina. Era difícil para outros entenderem que aquilo era importante para Maeve, na verdade era importante para Thomas, ele era neurótico e controlador, ele precisava estar no comando, precisava estar sempre no controle da própria vida e isso incluía ter controle sob os horários que as coisas aconteciam, como elas aconteciam, aonde elas aconteciam, era por isso que Maeve e ele quase nunca estavam em festas, quase nunca saiam de casa, isso e o fato de que Thomas achava que se Maeve saísse por aí ela acabaria se machucando ou pior o deixando de alguma forma. Como se isso fosse realmente possível para ela. O fato era que estar fora da rotina era ótimo para Maeve e péssimo para Thomas. Sempre fora e ele não costumava fazer coisas que eram ruins para ele e boas para ela.
Ela não reclamaria, é claro que não, na verdade ao invés disso Maeve estava aproveitando a festa de fim de ano dançando, comendo, bebendo e aproveitando que não precisaria amamentar o filho na manhã seguinte para lembrar-se qual era o gosto de uma boa vodca russa junto com Florian e Nikita. Então ela tinha dançado com uma amiga e finalmente voltado para perto de Thomas e dançado com ele também, o que era raro, mas ela não estava reclamando disso também, na verdade era outra coisa que ela estava aproveitando, o calor nos toques de Thomas e o sorriso leve que o outro a dava toda vez que a via feliz naquela noite. Tudo aquilo provavelmente mudaria amanhã e ele voltaria a ser o mesmo babaca de sempre, mas por um segundo Maeve acreditava que talvez a maldição estivesse sendo quebrada, talvez ambos pudessem ser feliz um com o outro sem deuses e maldições para atrapalhar.
Era um ano novo, talvez fosse uma vida nova, era só isso que ela queria. Começar do zero, viver feliz com a pessoa que amava, sem ter que se preocupar com coisas como aquela. Ela queria um recomeço, só isso. Era só nisso que pensava enquanto dançava lentamente com Thomas mesmo que todos os outros ao seu redor estivessem gritando a contagem regressiva a plenos pulmões. Ela queria fechar os olhos e ficar ali para sempre, sendo segurada pelo loiro enquanto dançavam para lá e para cá em um ritmo lento e estável. Ela queria, mas então as palavras de Thomas atingiram seus ouvidos e Maeve apenas parou em choque pensando no que faria a seguir, em como reagir àquilo, com cuidado os olhos azuis miraram o loiro. “ What? ” A pergunta soava burra, mas ela não conseguia evitar o choque. Ela queria gritar não. Queria perguntar que tipo de pergunta doentia era aquela, mas sua maldição era mais rápida que ela e logo Maeve ouviu sua própria voz dizendo em meio ao choque estampado em seu rosto. “ Yes. ”