REMÉDIO ABENÇOADO?
Fármaco descoberto em Israel trás esperança para infectados pela COVID-19
O Corona vírus já infectou mais de 93 milhões de pessoas ao redor do mundo, e tirou mais de 2 milhões de vidas. Com números tão preocupantes é alucinante a corrida para o desenvolvimento de vacinas e remédios que possam ajudar a diminuir o ritmo progressivo da Pandemia.
E nesse turbilhão caótico em que vivemos, temos uma ponta de esperança. Pesquisares do Centro Médico Ichilov de Tel Aviv anunciaram que obtiveram sucesso no tratamento de casos graves e moderados da Covid-19, utilizando uma droga chamada EXO-CD24. A chamada Fase 1, testou o medicamento em 30 pacientes, sendo que 29 se recuperam num período muito rápido, entre 3 a 5 dias, e o trigésimo paciente também se recuperou, mas com um pouco mais de tempo, trazendo a tona uma eficácia de 96% de taxa de recuperação. Números preliminares, numa pesquisa em estágio inicial, mas muito promissora.
Originalmente utilizado para combate de câncer de Ovário, o EXO-CD24 combate a chamada tempestade de citocinas, que é considerada uma reação imunológica do próprio organismo, ou seja, é uma resposta excessiva do organismo em combater o vírus, e esse descontrole acelera a sua progressão e gera alta mortalidade nos pacientes que a apresentam, sendo umas das causas a falência múltipla de órgãos. Outro ponto de perigo é que o aumento da quantidade de citocinas atrai muitas células inflamatórias para dentro do tecido pulmonar, causando sérios danos aos pulmões.
Então, uma vez no organismo, o remédio leva a proteína CD24 aos pulmões, através de exossomos, uma estrutura que transporta materiais entre células, e faz o importante papel de regular o sistema imunológico, relatou a pesquisadora Shiran Shapira, responsável pela descoberta.
O medicamento vai passar agora para a Fase 2 de testes, e mais tarde pela terceira etapa de testes em humanos, onde novas pessoas serão medicadas e monitoradas, para que num futuro breve, a medicação de fato possa ser comprovadamente utilizada no tratamento para infectados pela COVID-19.
Fontes: Canaltech, G1, Extra, Isto É















