ao som dos Beatles te escrevo essa carta. Não sei se você alguma vez já se sentiu como se tudo que você mais dejesa está tão longe do seu alcance e que por mais que você se esforce, simplesmente não consegue.
Pois bem esse sentimento que para mim é a perfeita definição de frustração é o que mais sinto. Parece que eu escolho mal as coisas que eu resolvo querer e então a vida, as pessoas, o universo, o carma seja lá o que for conspira contra.
E ai você tenta levar tudo numa boa dizer que vai ficar tudo bem e que a vida é assim e quando parece que alguma coisa que pode finalmente dar certo, lá vem a vida e te mostra que não é bem desse jeito. Então mais uma vez você precisa se reerguer e continuar porque a vida segue e se você parar niguém vai esperar. Você fica para trás.
As pessoas hoje não tem tempo para isso.
Vivo em uma sociedade em que você é uma peça de uma máquina. Se quebrar e não voltar a funcionar o mais rápido possivel você é substituido. Como diz um texto que li hoje muitas vezes temos de mascarar o que realmente sentimos, pois as pessoas não ligam apenas querem que você funcione da maneira que eles acham certo.
As vezes fico me perguntando se existe algum lugar onde as coisas não funcionem dessa maneira. Onde eu poderia simplesmente ser eu mesma sem que me julgassem ou me substituissem, pois definitivamente sou uma peça quebrada e por mais que eu tente voltar a funcionar estou em um estado deplorável.
Sinto muito te encher com essas coisas trister viajante não era minha intenção que a segunda carte fosse dessa maneira, mas precisava escrever o que tanto está me aflingindo. Esta me sufocando e não sei para onde correr. Estou procurando um lugar onde eu possa ao menos enferrujar em paz.
Será que você saberia onde é esse lugar? Onde seria minha Pasárgada! (Caso não saiba o que é isto procure por Manuel Bandeira texto “Vou-me embora pra Pasárgada”). É viajante as coisas não andam muito bem por aqui. Espero que no futuro as coisas tenham melhorado, não piorado como as pessoas tanta acreditam.
Pois por mais que a vida me machuque varias e varias vezes uma parte de mim se recusa a perder as esperanças de que no final algo vai dar certo. Porque se eu deixar de acreditar quem irá faze-lô?
Data: 23 de agosto de 2014 d.C.