Cerca de 50% dos pacientes podem desenvolver artrite crônica, caracterizada por dores articulares persistentes, inchaço e rigidez - ReproduçãoMinistério da Saúde registrou crescimento de 97% nos três primeiros meses do ano, com maior incidência na região Sudeste.O Brasil voltou a registrar um aumento expressivo nos casos de chikungunya, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e zika. Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o dia 20 de abril de 2023, foram registrados 80.823 casos prováveis da doença no país, em quase 2 mil municípios, com 17 óbitos confirmados e 31 em investigação.Nos três primeiros meses de 2023, houve um crescimento de 97% nas notificações da doença em comparação com o mesmo período de 2022. Em relação a abril, a alta é de 50% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o ministério, o número de casos prováveis de chikungunya no Brasil em 2023 ultrapassou o limite máximo esperado, considerando a série histórica.O informe mais recente do ministério, divulgado na quinta-feira, 20, aponta que a região Sudeste apresenta o maior coeficiente de incidência. Os estados com maiores números de casos são Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.CAUSAS E SINTOMAS - A chikungunya é causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores articulares intensas, dores de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele.De acordo com o Dr. José Carlos Oliveira, infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), "a chikungunya possui um período de incubação de três a sete dias e, após a picada do mosquito infectado, os sintomas geralmente se manifestam rapidamente". O especialista alerta que, embora os sintomas sejam similares aos da dengue e da zika, a dor articular da chikungunya costuma ser mais intensa e incapacitante.O tratamento da chikungunya é sintomático e visa aliviar os sintomas da doença. Não há um medicamento específico para combater o vírus. Segundo a Dra. Maria Clara Bello, reumatologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), "o tratamento consiste principalmente em repouso, hidratação e administração de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar as dores e a febre".SEQUELAS - A chikungunya pode deixar sequelas, especialmente nas articulações, e os sintomas podem persistir por meses ou até anos após a infecção. A Dra. Bello explica que "cerca de 50% dos pacientes podem desenvolver artrite crônica, caracterizada por dores articulares persistentes, inchaço e rigidez".A prevenção da chikungunya é baseada no controle do mosquito transmissor e na conscientização da população. Medidas simples, como eliminar criadouros e evitar o acúmulo de água parada, podem ser eficazes na redução da proliferação dos mosquitos.O Dr. Renato Augusto, entomologista da Fiocruz, destaca a importância da participação da comunidade no combate aos focos do Aedes aegypti. "A prevenção é um trabalho conjunto que envolve o poder público, a sociedade civil e cada cidadão. Todos têm um papel fundamental na luta contra o mosquito e as doenças por ele transmitidas", afirma o especialista. Além disso, o uso de repelentes, telas nas janelas e portas, e roupas que cubram a maior parte do corpo também são medidas eficazes na proteção individual contra as picadas do mosquito.Conheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IbhgJV9OmuPGafDggyAZyxYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias da SaúdePara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg

















