Rouba o meu coração, que eu roubo o teu! E a gente vive a vida nessa brincadeira de policia e ladrão, roubando e amando sem medo de ser pego.
Sr. Doederlein
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Rouba o meu coração, que eu roubo o teu! E a gente vive a vida nessa brincadeira de policia e ladrão, roubando e amando sem medo de ser pego.
Sr. Doederlein
Outros acreditam que nessa vida nada mais se dá, mas que tudo se vende e se compra. Inclusive o amor, que hoje em dia pode ser comprado em um bar de esquina barato. Bem, amor é o que eles pensam comprar, pois na verdade amor vendido não é amor, é mentira disfarçada de verdade.
Sr. Doederlein, na Loja de Anjos
Fingi não ver, nem ouvir, menti para mim, disse ser mentira a verdade que entrava pela porta, batia na janela e esvaia pela cidade. Fingi não ter, nem ver, aquilo que amaria ter. A noite caiu, o vento soprou, a vela apagou. O relógio tiquetaqueou, e eu continuava querendo fugir, pois cada vez mais me convencia de que o seu amor, não era meu, nunca fora. Mentiu a verdade que nunca sentiu. Coração de pele fraca, mente forte, alma acabada. Conto de fada.
Sr. Doederlein
Admite, fala, coloca pra fora com faca e espada. Corta, faz sangrar, grita para deus, pede ajuda. Ninguém vem te ajudar. O amor mata, sangra, espanta e encanta. Quem chora, foi viver, foi embora. A vida diz, você não escuta, se faz de surdo morre em fila dupla. Esquerda amor, direita dor. Tudo porque vi sua foto, apaixonei no seu rosto, senti vontade de sua voz. Falho amor. Chamada falha.
Sr. Doederlein
Só serve de tinta do meu tinteiro, na pena do poeta pra virar poesia que encanta e desperta. Tira meu sono me deixa estranho, me faz me enganar. Escorre pelo rosto, finge que é lágrima, desespero sem encosto. Só serve de inspiração, para histórias mentirosas, poesias ilusórias, falseando corações, mentes desilusões. Amor, pra que que serve? Para nada, apenas para virar palavra, frase, poesia, sobre algo que não existe mais. Neste mundo, ninguém ama ninguém.
Sr. Doederlein
Por de trás de tanta alegria, admiração, e interpretação que traz a poesia, existe um poeta que sente e agoniza, ou ri e acredita. Que sentiu, por isso escreve, não porque quis porque devia para não sentir, ou compartilhar. Poetiza, incentiva, contabiliza a dor, a alegria, o amor. Você mede a felicidade ou a tristeza de um poeta em quantas poesias ele fez. As vezes não era pra admirar, era só ele correndo pra não se enterrar.
Sr. Doederlein
Amor, pra mim é lenda nunca vi de verdade, nem senti um que durasse. Acho que é mentira, história da roça, feita pra criança dormir e acreditar em coisa boa achando que um dia vai ser feliz para sempre. Amor, não sei se existe, prefiro não acreditar nem desacreditar. Amor, ela nunca viu, e assim como eu, também não insistiu, apenas aceitou, mas se um dia "rolar" "rolou".
Sr. Doederlein
Levantou do acaso, do sonho tão esperado, fingindo dormir, esperando o amanhã inconstante, correndo do medo incessante, acreditando ter encontrado o brilho, o grito da lua de abril, da lagoa pintada de azul anil. Ouvindo palavras, promessas passadas, ditas às pressas, falsas promessas, sonhos de mentira de uma noite de abril, fugindo dos olhos de quem nunca viu.
Sr. Doederlein, em uma conversa de madrugada.