Todo dia eu enlouqueço um pouco mais. Eu ilumino meu caminho com uma lâmpada, uma vela qualquer, mas não posso clarear minha alma da escuridão, nem fazer brilhar o que não tem mais jeito. E aos poucos eu vou deixando tudo no meio do caminho, como um sinal, como uma pista do que restou de mim. Jogado, mal acabado, as coisas desnecessárias, as necessárias, pesadas ou leves… Falta coragem pra arrumar, falta brilho na vida, falta empurrão e falta ar. Todo dia eu enlouqueço um pouco mais.













