𝐌𝐲 𝐝𝐞𝐚𝐫 𝐃𝐢𝐚𝐫𝐲
𝘙𝘦𝘭𝘢𝘵𝘰́𝘳𝘪𝘰 𝘓𝘪𝘣𝘦𝘳𝘪 𝘕º𝟦 (𝘦 𝘶𝘯𝘴 𝘵𝘳𝘦𝘹𝘪𝘯𝘩𝘰𝘴 𝘥𝘢 𝘕º𝟣𝟩 𝘱𝘰𝘳𝘲𝘶𝘦 𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘦𝘭𝘢 𝘩𝘰𝘫𝘦 𝘴𝘰𝘶 𝘦𝘶)
𝐓𝐡𝐮𝐫𝐬𝐝𝐚𝐲, 𝟏𝟎.𝟏𝟐
Querido diário, adivinha quem? Isso mesmo! O lindinho do Kyungwoo, sentiu minha falta hoje? Bom vamos começar com a básico, porque eu nunca fiz esse lance de escrever relatório sobre a minha própria vida. Ps¹: Posso ser um PIQUINHO tendencioso, mas quem não é? Hoje eu acordei com a Jeong berrando pelo apartamento e quase derrubando a porta do meu quarto porque eu havia perdido a hora e íamos chegar muito atrasados, mas eu constatei que ela também perdeu por isso estava toda com o capeta no corpo, devido a isso nós dois acabamos não tomando café da manhã afinal, a gente não estava tendo nem tempo de respirar. Assim que chegamos a floricultura fomos recepcionados com um olhar fuzilante da minha chefe já que os dois bonitos aqui chegaram meia hora atrasados, explicamos para a Sr. Kang que havíamos perdido a hora e por isso do atraso, eis que ela lançou um: “ Os dois juntos? O que vocês estavam fazendo no mesmo lugar? Estão namorando?” Pobre senhora Kang, se ela soubesse... Enfim, explicamos a situação toda o que demorou mais MEIA e só depois disso fomos liberados para trabalhar, e o dia continuou seguindo estranho, o movimento foi até que OK, mas sabe quando você fica com aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer? Pois bem! Estava eu lá, todo lindo de bonito montando um arranjo de tulipas e papoulas roxas para uma cliente quando estranhamente o vaso estilhaçou todinho na minha mão. E antes que vocês falem que eu usei meus poderes, eu não usei não! Por consequência acabei cortando a palma e os dedos da minha mão, mas como eu sei de primeiros socorros e no banheiro da floricultura tem a caixinha com o básico dei meu jeitinho porem não foi nada fácil trabalhar com a mão direita com os dedos cortados e a esquerda com a palma arrebentada. Ps²: Você já tiveram a oportunidade de sentir a dor do corte de vidro? Gente é fantástico! Continuei trabalhando normalmente daí outro bangue estranho aconteceu, nossa chefe veio espumando pela boca querendo saber quem foi que tinha mexido na prateleira de vasos de porcelana do estoque, hoje ninguém entrou no estoque porque não foi preciso, mas quando fomos olhar uma fileira INTEIRA de vasos estava todinho no chão, só sobrou os caquinhos pra contar a história. Uma das meninas deu a ideia de ver nas câmeras quem havia entrado por último no estoque, e nós fomos ver e, pasmem, os vasos caíram S O Z I N H O um por um da prateleira. Ps³: Eu falei que era algum fantasma assassino de vasos, mas ninguém me levou a sério. Ok! O dia acabou e eu e a Jeong voltamos para a instituição, quando chegamos em casa descobrimos que havia acabado a comida, os dois manés aqui esqueceram de passar no mercado comprar suprimentos já que normalmente era o papai quem fazia isso. Alias eu quero meu pai de volta, agiliza isso ai! Bom acho que foi isso, pedimos comida pelo aplicativo que a Kaya nos mandou e comemos, depois somos bons filhos, sabe? E quando deu o horário de recolher a gente vai dormir e fim! 𝐅𝐫𝐢𝐝𝐚𝐲 𝟏𝟏.𝟏𝟐
E vamos lá, hoje a gente não perdeu a hora para ir trabalhar AEEEEEE, então chegamos na hora certinha e nosso dia hoje foi bem bleh por assim dizer, a floricultura estava bem tranquila, até mais do que o normal já que de sexta feira nosso movimento é dobrado porque sei lá eu deus por que todo mundo resolve querer fazer arranjo e buquês de sexta, por acaso a sexta é algum dia especial das flores e esqueceram de me avisar?
Eu e a Jeong tivemos uma pequena discussão sobre uma encomenda que recebemos, foi pedido para que nós dois montássemos um arranjo floral para ser colocado em um velório o que, convenhamos, é bem atípico nos dias de hoje então nos dois começamos a procurar referencias para montar, o problema foi que nós tínhamos divergências de informações e opiniões, e como não precisa de muito para nos iniciarmos uma discussão já viu. Assim que entramos em um acordo começamos a montar a encomenda, e até que fizemos bem mais rápido do que o normal, aliás minha mão ainda está zuada, hoje mal conseguia fechar a que está com a palma cortada parecia que minha pele ficava repuxando e travava meus movimentos - mas a sensação é gostosa, confesso. -
Ah lembrei! Hoje tivemos um cliente bem chato e problemático no trabalho, aparentemente pelo que eu entendi ele traiu a esposa e ela pediu o divórcio e ele queria o arranjo mais caro e bonito da floricultura para “reconquistar” a coitada, e quem ficou com esse mártire foi a pobre Arin que para a sorte dele é o poço da paciência, contudo por precaução eu resolvi ficar de olho neles e não sei porque ele começou a levanta a voz com ela então eu não vi outra escolha a não ser intervir afinal, falta de respeito com os outros eu não tolero não. Pedi para a Arin ir terminar o buque que eu estava fazendo e passei a ser o responsável pelo atendimento do infiel, ele não gostou muito e eu sinceramente adorei ver a cara de desgosto que ele lançou quando eu disse que ia montar o maldito arranjo caro. Confesso que foi meu teste de paciência esse cliente, porque PUTA CARA CHATO meu! juro que mentalmente eu torturei ele pelo menos umas 20 vezes de todas as formas possíveis e imaginais, é uma pena eu não poder usar meus poderes em gente assim, se não teria causado uma dor nele que ia deixar esse babaca impotente pro resto da vida, nem um milagre ia fazer subir. No final de expediente eu fiquei responsável por fechar a caixa da floricultura e depois disso eu e a Jeong voltamos para nosso lar doce lar, mas dessa vez lembramos de passar no mercado e refizemos um estoque de comida instantânea porque, né, eu não sei quando nosso pai volta e morrer de fome a gente não pode. O resto da noite foi bem tranquilo, vi uns dramas de terror e mistérios, depois fui dormir como um bom filho que sou, e fim do meu segundo relatório. Nossa como o pai consegue fazer isso? é chato de mais! Beijinhos! Até nunca mais (eu acho)
















