{flashback, 1977} the decisions we make | river & simon
@mxntxgue Budapeste era um cidade relativamente nova quando River decidiu que seria seu próximo destino. Por isso, sabia muito pouco sobre o que lhe aguardava e isso atiçava seu espírito aventureiro. Existia algo especial para o rapaz em desbravar algo completamente desconhecido; Fazia com que ele se sentisse vivo - genuinamente vivo, não apenas vendo os dias passar. Fazia um mês desde que chegara à cidade. Durante os primeiros dias, River fez o que sempre fazia quando chegava em um lugar novo. Vagava pela cidade, conversava com a comunidade local para entender a dinâmica do lugar, procurava um lugar para morar e uma forma de se manter durante o tempo que ficasse ali. Não era sempre que as coisas corriam bem, mas ali River deu a sorte de unir o útil ao agradável. Conseguiu trabalho em uma hospedaria bruxa, pequena demais para chamar a atenção de trouxas, mas sempre movimentada com os viajantes que visitavam Budapeste. Ele fazia de tudo um pouco; Cuidava da recepção, da cozinha e até ajudava com a limpeza dos quartos quando existia a necessidade. Em troca, ele recebia dinheiro e abrigo. River ocupou um dos quartos antigos demais para os clientes usarem, trabalhava e tirava momentos de folga durante a semana para curtir o que a cidade tinha a lhe oferecer. Budapeste tinha uma atmosfera artística e cultural trouxa muito forte e isso era muito interessante para o rapaz, que procurava frequentar ambientes onde pudesse aprender mais sobre os assuntos. No entanto, a maior parte do seu tempo era passado na hospedaria e, apesar da quantidade de trabalho que tinha que dar conta, era até divertido conversar com as figuras que apareciam ali. Dificilmente pessoas importantes e cheias de si acabavam se hospedando num lugar como aquele e por isso River ficava imensamente grato. A última coisa que queria era ter que lidar com grandes bruxos e bruxas, cheios de pompa, dinheiro e fama. Aquilo não valia nada para o rapaz - que valorizava muito mais alguém cheio de histórias para contar. À noite, após o jantar, costumava sentar numa das mesas do pequeno restaurante que tinham ali e beber alguma coisa. Quase sempre alguém se interessava pela garrafa em cima da mesa e se oferecia para lhe fazer companhia; Às vezes eram mulheres buscando uma diversão noturna, às vezes eram homens que queriam apenas alguém para compartilhar as dificuldades da vida. No entanto, River não estava nada preparado para o que lhe aguardava naquela noite em questão. Estava sozinho, ouvindo os sons das pessoas na rua, enquanto degustava uma garrafa velha de hidromel que tinha certeza que não dariam falta. Percebeu a movimentação com sua visão periférica; Um dos hóspedes entrara no restaurante, provavelmente apenas para checar se tinha alguém ali. River reconheceu o moreno alto e esguio, que tinha chegado bem cedo naquela manhã. Trocaram poucas palavras durante o processo de entrada na hospedaria, mas o rapaz identificara um sotaque francês e imaginava que o homem fosse algum tipo de explorador ou pesquisador, devido aos equipamentos que carregava com ele. - Precisa de algo? - Perguntou, levantando-se. Passava das dez e o rapaz não estava mais trabalhando, porém não significava que tinha que abandonar a cortesia e a educação.










