Enquanto se arrumava ficou em dúvida, o perfume sedutor que o perfumista havia lhe feito parecia chama-la, era a oportunidade perfeita para usa-lo e agir mais como ela mesmo, mas a verdade é que aquele perfume não condizia com sua identidade. Optando por manter-se fiel a si, escolheu o discreto perfume floral que tanto amava e gostava. Se pudesse não ir ao baile, não iria, mas sua mãe jamais aceitaria outra desculpa, no entanto, se arrumou com tanto esmero e beleza que sentia-se orgulhosa por poder exibir-se por aí. A máscara branco e dourada combinava perfeitamente com seu vestido e ainda tinha alguns detalhes florais, assim como o vestido também tinha, algo que ela adorava. A surpresa ao adentrar o salão foi grande, não esperava ser pareada naquele baile, mas não era de todo ruim, poderia usar aquilo como desculpa para negar danças à alguns cavalheiros, aliás, o uso de máscaras e não ter um número de danças a cumprir era simplesmente divino. O baile já estava em seu auge, ao menos era o que parecia aos seus amendoados olhos que percorriam o salão com interesse, não buscava ninguém em específico, mas pegou seu coração acelerando diante de uma aproximação. Piscou os olhos ao virar-se, tentando controlar a decepção que se contorcia em seu estômago, percebendo que era apenas alguém lhe oferecendo champanhe. “Não bebo nada alcóolico, mas obrigada” a máscara cobria metade de seu rosto, e lhe dava uma confiança ainda maior do que a que costumava ter, fazendo falar com educação e segurança, deixando claro que era melhor não insistir.