Caminho crítico e Cadeia Crítica
Quem trabalha com gerência de projetos normalmente conhece o conceito do "caminho crítico". Sem me alongar, o caminho crítico é ao mesmo tempo o caminho mais longo e o mais curto para você determinar o prazo final do projeto.
Na prática, o caminho crítico é determinado em razão das escolhas de sequenciamento das atividades do projeto (lembra do dependências inicio-fim, inicio-início, fim-fim?). Quando você determina o caminho critico, significa que:
Se as atividades que pertencem ao caminho crítico atrasarem, seu projeto como um todo atrasará
Se você tem um projeto com muitos caminhos críticos, ou com muitas atividades do projeto (percentualmente falando) no caminho crítico, você tem um projeto que corre muito risco de atrasar
Dado o sequenciamento que você configurou, aquele é o menor tempo para se entregar o projeto.
Existem muitas informações que podem ser obtidas simplesmente analisando o caminho crítico do projeto. E na grande maioria das vezes, a dica para se diminuir os prazos dos projeto sempre passa por reconfigurar a rede (mudando assim as atividades do caminho crítico) ou por alocar melhor os recursos (de forma a diminuir as durações das atividades). Duas técnicas famosas são o crashing (quando você analisa o conjunto prazo-custo de forma a identificar o melhor prazo com o menor custo) e o fast-tracking (onde você analisa a viabilidade de fazer tarefas em paralelo que originalmente seriam feitas em série).
Onde entra o Critical Chain?
Critical Chain (ou método da cadeia crítica) segue por uma abordagem um pouco diferente. A idéia é você submeter toda a sua rede de atividades a uma análise de troughput tentando entender onde está o "gargalo" da sua rede, e a partir desse ponto, tentar aumentar o fluxo do gargalo. Existe toda uma teoria (a Teoria das Restrições) por trás desse método. Mas de forma geral e bem simplista, o que é feito no critical chain é o seguinte:
Ao invés de se estimar as atividades com 90% de certeza, o time de projeto estima com 50% de certeza
Todas as atividades são sequenciadas de forma a começarem o mais tarde possível
Ao se começar uma atividade, não se faz nenhum multi-tasking nela.
As limitações (restrições) de recursos são consideradas inputs fundamentais no sequenciamento das atividades
Ao final dos milestones principais, colocamos um "buffer" que tem por objetivo garantir o cumprimento dos prazos
Já utilizei os 2 métodos, e acredito que o método do Critical Chain fornece ao mesmo tempo prazos menores e mais confiáveis. Para mais detalhes sobre o Critical Chain, sugiro fortemente a leitura dos livros do Eliyahu M. Goldratt (principalmente o "A meta" e o "Corrente Critica).










