Eu: Se tu soubesse, Alícia… Se tu soubesse o quanto tudo dói pra caralho. E eu te juro que minha dor não foi poética. Não fiquei na janela olhando pro céu imaginando que tu pudesse estar vendo a mesma lua que eu do outro lado do país. Não foi uma dor que me deixou inspirado pra escrever, desenhar, criar coisas. Não me transformou numa pessoa melhor, mais forte, num cara mais maduro. Na real, foram dias sem dormir, sem comer, sem conseguir ficar em pé. Tu não faria uma porra dessas se soubesse… Alícia: Por que tu acha que só tu sofre? Tu pensa que eu tava numa boa todo esse tempo, curtindo a vida? Tu pensa que eu nem lembrei de ti quando tive que tomar essa decisão? Eu também sofro pra caralho com essa merda toda. Eu: Se tu realmente se importasse, não teria feito uma porra dessas. Não estaria me evitando desse jeito. Se tu gostasse de mim, teria me avisado quando viesse pra cá, teria ficado ansiosa pra me ver assim como eu fiquei só de ver a luz do teu quarto acesa. Tu vai pra ainda mais longe de mim e nem passa pela tua cabeça se despedir de mim. Alícia: Não é por que as pessoas não agem de acordo com as tuas expectativas que elas não se importam contigo. Então não fica fazendo filmes na tua cabeça sobre como tu gostaria que as coisas fossem, porque não é assim que funciona. Eu: Se a vida fosse o filme que eu faço na minha cabeça todos os dias, tu nunca teria se mudado. E isso é impensável. Eu não posso te impedir de fazer as coisas. - meus olhos se encheram de lágrimas de novo. - Não posso te pedir pra ficar. Nem te impedir de viver tua vida. De novo desisti de bancar o foda e deixei o choro ser livre. Eu: Eu só queria fazer parte dela.
Muita coisa inacabada porque a gente acabou











