Egito - #TRABALHODEHISTÓRIA
Atualmente, o Egito vem sofrendo como uma série de protestos, manifestações e outros tipos de expressão popular, o motivo de tudo isso é a insatisfação em relação ao regimento do país por seu primeiro presidente eleito democraticamente, Mohamed Mursi. Certamente, Mursi não governou o país de uma forma “agradável” para todos, suas decisões políticas e administrativas dividiram a população de várias formas, a maioria parece estar insatisfeitas com tais atos.
Mursi justificou-se dizendo que desconhecia uma forma de fazer grandes mudanças num clima “venenoso” como este, mesmo que fosse um líder impecável. Sua desculpa, apesar de ser um pouco fundamentada, não satisfaz a população e nem deveria satisfazer.
Também devemos considerar que a população egípcia ainda não está bem acostumada com uma liderança democrática, uma prova concreta disso, é que uma parte da população prefere voltar com a ditadura. Não existe um sistema político perfeito, nem mesmos líderes perfeitos, é preciso aceitar certas mudanças e lutar por outras que não podem ser aceitas, isso é o que realmente é democracia.
Isso faz lembrar a passagem da União Soviética para a atual Rússia, muitos ainda preferiam o governo socialista ao capitalista, como até hoje ainda uma parcela razoável da população tem essa ideia. Para exemplificar nem precisamos ir tão longe, no Brasil também ocorreu uma fase duradoura de ditadura militar e se perguntar por aí, principalmente entre os mais velhos, alguns dirão que preferiam o Brasil dessa época ao de agora.
Nunca gostei das formas de governo do Egito, não importa se é o período atual ou milênios atrás, sua “mania” de misturar religião com política sempre foi o “câncer” de sua história e acredito que enquanto isso não mudar, o país continuará vivendo no passado.
Êndril Castilho da Silveira