Naquela tarde, Sonya havia finalmente encontrado sua maior aliada: o nome dela era frigideira. Não fazia magia como Goodlena, nem tinha uma varinha como Ever; na verdade, seus poderes não poderiam ser mais inúteis em uma situação como aquela, e por isso foi obrigada a se armar com a primeira coisa que achou na cozinha. E depois de correr o mais rápido de pôde de um dos ogros que a perseguia, Sonya finalmente conseguiu despista-lo. Adentrou no primeiro lugar que vira, este sendo o banheiro masculino ––– contudo, a ruiva não contava que, ao se livrar do ogro que outrora a perseguia, acabaria se deparando com outro. Se saísse, o primeiro ogro a devoraria. Se ficasse, o segundo ogro a devoraria. Romanova não tinha lá muita escolha, e o primeiro reflexo foi entrar um uma das cabines ––– isto é, que não durou muito quando, com um bastão, a criatura destruiu as portas de madeira, fazendo a ruiva soltar um grito agudo. Bom, ficando parada ou não, daria no mesmo ––– e impulsiva como era, a ruiva apenas tomou o impulso antes de subir nos destroços e se jogar em cima dos ombros da criatura, quando os olhos azuis captaram uma figura conhecida adentrando o ambiente. " ––– EVER!" Bradou, assim que avistou o rapaz, a voz trêmula graças ao enorme esforço que fazia para não escorregar dos ombros do ogro enquanto ele se sacudia na intenção de se livrar da figura feminina. " ––– EVER, ME AJUDA AQUI!"